COBERTURA ESPECIAL - UNODC - Geopolítica

19 de Setembro, 2017 - 12:30 ( Brasília )

Na ONU, Trump alerta que EUA podem ter que "destruir totalmente" Coreia do Norte


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta terça-feira que os EUA serão forçados a “destruir totalmente” a Coreia do Norte a menos que o regime de Pyongyang recue em sua postura nuclear.

Em sua estreia na Assembleia Geral da ONU, Trump pediu que países-membros da organização aumentem a pressão para que a Coreia do Norte abandone as armas nucleares, ao abordar a questão que considera ser seu principal desafio global. Iniciando seu discurso pouco depois de chegar à sede da ONU em Nova York, Trump disse que o mundo enfrenta ameaças destrutivas de Estados desonestos e de “terroristas e extremistas”.

“Regimes desonestos não apenas apoiam terroristas mas ameaçam outras nações com a arma mais destrutiva conhecida pela humanidade”, disse Trump, se referindo a armas nucleares, durante sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU.

Lendo seu discurso com atenção, Trump prometeu que as forças militares dos Estados Unidos em breve estarão mais fortes do que nunca. Trump disse ainda, aos líderes mundiais, que os Estados Unidos não buscam impor sua vontade sobre outras nações e que respeitarão a soberania de outros países.

“Eu vou defender os interesses dos Estados Unidos acima de tudo”, disse. “Mas, cumprindo nossas obrigações com outras nações, nós também percebemos que é do interesse de todos buscar um futuro em que todas as nações possam ser soberanas, prósperas e seguras”.

Chefe da ONU faz apelo para que se evite guerra com Coreia do Norte

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo nesta terça-feira para que se evite uma guerra com a Coreia do Norte, e criticou líderes globais que estão alimentando ressentimentos sobre refugiados em busca de ganho político, em duas aparentes referências ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em seu primeiro pronunciamento na reunião anual de líderes globais da Assembleia Geral da ONU, composta por 193 países, no cargo, Guterres disse que a crise da Coreia do Norte precisa ser resolvida através do processo político. “Essa é a hora para estadismo”, disse o ex-primeiro-ministro de Portugal.

“Nós não podemos caminhar passivamente para um guerra”. Com a escalada de tensões devido aos contínuos testes nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte, que tem como objetivo desenvolver a capacidade de atingir os Estados Unidos com um poderoso míssil nuclear, Trump já fez alertas sobre possível ação militar norte-americana.

O Conselho de Segurança da ONU impôs por unanimidade nove rodadas de sanções contra Pyongyang desde 2006, e Guterres fez um apelo para que os 15 membros do órgão mantenham sua unidade no tratamento da Coreia do Norte.

Guterres, ex-chefe da agência de refugiados da ONU, também falou sobre estar ”sofrendo ao ver a maneira como refugiados e imigrantes têm sido estereotipados e transformados em bodes expiatórios -- e ao ver “figuras políticas alimentando ressentimento em busca de ganho eleitoral”.