COBERTURA ESPECIAL - TOA - Geopolítica

13 de Julho, 2017 - 10:55 ( Brasília )

Governo efetiva general Franklimberg como presidente da Funai

Franklimberg de Freitas, general do Exército, vinha exercendo o cargo interinamente desde maio. Quando foi indicado para uma diretoria da Funai, foi criticado por ONGs e lideranças indígenas.

O governo nomeou o general do Exército Franklimberg de Freitas para o cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ele já estava no cargo interinamente desde maio deste ano.

A nomeação de Franklimberg, assinada pelo Casa Civil, foi publicada nesta quarta-feira (12) no "Diário Oficial da União". Antes de assumir a presidência interina da Funai, o general havia sido nomeado pelo governo, em janeiro, para o comando da Diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai.

Em maio, passou a presidir o órgão depois que o antecessor, Antônio Costa, foi exonerado. Os dois foram indicações de um dos partidos da base do governo, o PSC.

Na época em que Franklimberg foi nomeado para a diretoria da Funai, lideranças indígenas e organizações não-governamentais criticaram a nomeação.

Em julho de 2016, na primeira vez em que o governo teve intenção de nomear Franklimberg para a Funai, protestos de entidades ligadas aos índios fizeram o Palácio do Planalto voltar atrás.

Indicações

Quando deixou a presidência da Funai, o antecessor de Franklimberg de Freitas disse que tinha sido exonerado por tentar barrar indicações políticas para o órgão.

No mês passado, Antônio Costa criticou, em uma audiência no Senado, o que chamou de "ingerência política" no órgão e relatou pressão do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), enquanto esteve à frente da fundação.

"Sofri nesses meses um assédio muito forte para que eu pudesse colocar [indicados] na instituição já com cargos definidos", disse Costa aos senadores na ocasião. "Eu tenho provas disso. 'Tira fulano e coloca fulano'. Em torno de 21 cargos. Principalmente, na área financeira da instituição.

Eu não poderia permitir porque poderia ter um desmantelamento da instituição. Resisti e isso foi objeto da minha exoneração", completou.


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