13 de Junho, 2018 - 10:30 ( Brasília )

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Dia da Artilharia relembra Mallet, exemplo de soldado, herói da Nação, um mito, um exemplo para todos


O 20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve (20º GAC L) comemorou, em 8 de junho de 2018, no âmbito do Comando Militar do Sudeste (CMSE), o Dia da Artilharia do Exército Brasileiro, que celebra a data natalícia de seu Patrono Emílio Luiz Mallet, nascido em 10 de junho de 1801.

Durante a cerimônia, foi declamado o poema “Se” e entoada a canção da Artilharia com a execução dos tradicionais tiros de salva ao final de cada estrofe. Na sequência, as tropas de Artilharia do CMSE desfilaram em continência à mais alta autoridade e em homenagem ao insigne Patrono.

 

A solenidade foi encerrada com a apresentação da montagem do Obuseiro 105 mm M 56 Oto Melara e uma exposição de materiais de Artilharia de dotação do Exército Brasileiro: Morteiro 120 mm e Obuseiro 105 mm M56, orgânicos das Unidades de Artilharia das Brigadas de grande mobilidade, como a Paraquedista e a Leve; Viatura de Comando e Controle do Sistema Astros de saturação de fogos, empregado pelas Unidades de Artilharia de Costa; o Obuseiro 105mm L118 Light Gun e a Viatura Blindada Obuseiro Autopropulsada M 109 A3, que vêm ampliando a profundidade do apoio de fogo da Artilharia de Campanha; além dos modernos mísseis IGLA, que equipam a Artilharia Antiaérea.

A festividade contou com a presença de autoridades civis e militares, dentre elas, o Comandante da 2ª Divisão de Exército, General de Divisão Eduardo Diniz; Prefeito Municipal de Barueri, Sr Rubens Furlan; o Comandante da 12ª Brigada de Infantaria Leve, General de Brigada Mário Fernandes; e o Comandante da 1ª Brigada Artilharia Antiaérea, General de Brigada Alexandre de Almeida Porto.

Após a celebração, os convidados foram recepcionados na Área de Lazer Bandeirante, da Vila Militar, onde foi realizado o tradicional brinde com o copo d’água, item escasso e valioso em tempos de guerra.

O Patrono da Artilharia



Mallet é francês de nascimento, mas brasileiro de coração. Aos 18 anos, convidado pelo imperador Dom Pedro I, alistou-se nas fileiras do Exército Nacional e, mesmo jovem, já trazia consigo uma formação digna de nota: Matemática e Humanidades, em instituições de referência na Europa.

No Brasil, matriculado na Academia Militar do Império, no Curso de Artilharia, jura à Constituição Imperial, adquirindo a nacionalidade brasileira, o que acabou sendo questionado anos depois, mas reconquistado ao longo de sua vida devido à inquestionável devoção à nossa Pátria.

O cume de sua carreira foi na Batalha de Tuiuti, em que demonstrou notório conhecimento estratégico do teatro de operações, antecipando-se ao inimigo. Nesse episódio marcante, ordenou aos seus combatentes que cavassem um profundo fosso, mesmo sob chuva intensa e frio, para proteger seus homens e as 24 peças de canhão.

Ao amanhecer, a previsão foi concretizada. A cavalaria inimiga atacou, mas não obteve êxito diante da defesa habilmente construída. Mallet pronunciou: “Eles que venham! Por aqui não passam” – promessa que o Marechal conseguiu cumprir e que lhe rendeu mais admiração por seu profissionalismo, visão de futuro, heroísmo e inteligência.

Graças a sua excelente atuação e invencibilidade, Mallet tornou-se um herói, um mito, um exemplo para seus companheiros. Anos depois, concluía-se uma brilhante carreira militar. Reconhecido por seu extremo cuidado para com os subordinados e rigoroso zelo quanto ao material – “com a mão enluvada em pelica branca, inspecionava a culatra das peças da artilharia” – a Artilharia Brasileira tem em Mallet o exemplo de homem e soldado a ser seguido por nós e por todas as gerações vindouras.

Fidalgo na França, deixou a aristocracia para vir ao Brasil, começar sua carreira do zero. Em batalha, conquistou o título de Barão de Itapevi, prova de que a nobreza pode ir além da hereditariedade; a nobreza pode ser conquistada, com o coração fiel e a perseverança inteligente e assertiva de um soldado que não se deixa abalar diante das intempéries. Por isso, seu brasão contém o símbolo glorioso da Artilharia, de chama ardente e viva.

A Artilharia nos dias de hoje



De Mallet, aos dias atuais, a Artilharia brasileira vem sendo notável em três ramos de atuação: Artilharia de Campanha, Antiaérea e de Costa. A Artilharia de Campanha é o principal meio de apoio de fogo da Força Terrestre.

Suas Unidades e Subunidades podem ser dotadas de canhões, obuses, foguetes ou mísseis. Tem por missão apoiar a arma-base pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação.

Já a Artilharia Antiaérea, componente terrestre da defesa aeroespacial ativa, realiza a defesa antiaérea de forças, instalações ou áreas. Por fim, a Artilharia de Costa participa da defesa contra operações navais inimigas em áreas marítimas, próximas ao litoral ou em águas interiores.

Age com precisão e rapidez, para destruir ou neutralizar as instalações, os equipamentos e as tropas inimigas localizadas em profundidade no campo de batalha. Além disso, vem aperfeiçoando o Sistema de Levantamento Topográfico, a Busca de Alvos, a Observação e Direção do Tiro, com o apoio dos meios de tecnologia da informação.

Fotos:
20º GAC L / EB

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