COBERTURA ESPECIAL - Tank - Armas

23 de Janeiro, 2018 - 15:30 ( Brasília )

Carl Gustaf M3 e AT4 CS, armas anticarro adquirada pela Argentina


1º Sgt Amaral - CI Bld

O Exército Argentino anunciou a compra de 77 Canhões Sem Recuo (CSR) 84 mm Carl Gustaf M3, 34 lançadores AT4 CS HP HEAT todos da empresa suéca Saab Bofors Dynamics, além de sistemas de subcalibre e projéteis 7,62 mm, visando melhorar a sua capacidade de defesa anticarro.

O CSR 84 mm Carl Gustaf M3 é utilizado por mais de 40 países, tem uma cadência 6 tiros por minuto, é operado por dois militares, e pode receber vários sistemas de pontaria como: ópticos, telescópicos, telêmetro a laser e intensificador de luminosidade.

A versão M3 apresenta redução de peso e melhorias para atender o combate urbano. Projetado principalmente para ser empregado contra carros de combate e outros veículos blindados, o canhão se mostra muito eficiente também contra outros tipos de alvos estacionários, entre eles casamatas e edificações. Isso se deve a diversidade de munições que lhe é compatível, o sistema conta com munições HEAT (alto explosiva anticarro), multifunção e duplo emprego, antipessoal, iluminativas e fumígenas.



Além do CSR 84 mm Carl Gustaf M3, o Exército Argentino adquiriu o lançador AT4 CS. Esse canhão 84mm é uma arma anticarro (AC) portátil, sem recuo, tiro único e fácil de operar, tornando-se um dos armamentos AC mais utilizados no mundo.

A versão CS (confined space) permite que o combatente empregue a arma com segurança em ambiente urbano (local fechado), pois utiliza-se da concentração de água salgada no final do tubo para absorver os gases de escape.

Esta arma é empregada para destruir e/ou neutralizar veículos blindados e até mesmo fortificações, podendo perfurar, conforme com a sua versão, até 500 mm de blindagem.

O pacote inclui também a compra de 4 simuladores de laser, sendo 2 para o sistema AT4 CS e 2 para CSR Carl Gustaf M3, estes simuladores poderão ser empregados no campo respeitando a ergonomia do sistema original, todos os parâmetros e sistemas de controle, simulação completa de tiro e de impacto, incluindo sons, coordenadas, quantidade de munição e sistema de destino.




O Carl-Gustaf desempenha papel importantíssimo para as tropas paraquedistas em combate¹

Quando os integrantes da 82ª Divisão de Paraquedistas do Exército Norte-Americano saltam de uma aeronave para cumprir sua missão, é crucial que eles confiem em seus equipamentos.

O sargento Raymond Miller, operador-mestre de armas leves da divisão, diz que as condições extremamente desafiadoras sob as quais operam as tropas paraquedistas demandam que as armas empregadas pelos soldados sejam resistentes, duráveis e fáceis de operar.

Esse é um dos motivos pelos quais ele aprova o canhão sem recuo (CSR) Carl-Gustaf que, após um período de dois anos de implementação, foi adotado para toda a divisão. "A simplicidade do CSR Carl-Gustaf é uma de suas maiores vantagens", afirmou Miller.

"Quando você está em combate, as baterias de alguns equipamentos podem ficar sem carga e as telas e lentes podem quebrar. Mas nunca ouvi falar que um CSR Carl-Gustaf teve qualquer um destes problemas".

Um veterano atuando há 19 anos nas forças militares dos EUA, inclusive, com passagem pelo Iraque, Miller não hesita em listar o que avalia como as principais características do CSR Carl-Gustaf. "É resistente e podemos empregá-lo em operações aeromóveis, para chegar ao objetivo rapidamente.

Outros sistemas não têm a mesma durabilidade e não podem ser lançados – precisam ser aterrissados. Então, isso é uma grande vantagem", disse. Outro diferencial do sistema é ser reutilizável, o que reduz muito a quantidade de equipamentos que os paraquedistas precisam transportar, em comparação às armas descartáveis. "Você só tem que levar as munições, e não vários tubos descartáveis", declarou Miller.

"Portanto, é muito mais fácil de carregar". O sargento diz que, embora a divisão utilize a versão M3 do CSR Carl-Gustaf, ele está muito interessado na versão M4, que pesa menos de 7 kg, ou seja, mais de 3 kg mais leve em comparação à versão anterior. "Retirar peso da carga do soldado é sempre muito positivo, na minha opinião", disse. "Isso o deixa menos cansado e permite que ele esteja preparado para combate por um período maior de tempo".

¹Fonte: SAAB