COBERTURA ESPECIAL - SisGAAz - Naval

03 de Novembro, 2015 - 16:20 ( Brasília )

EXCLUSIVO SisGAAz – MB Decide não Decidir e Interrompe Programa


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Nelson Düring
Editor-chefe DefesaNet

 
Na mensagem enviada pelo diretor da Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePEM), Contra-Almirante Roberto Gondim Carneiro da Cunha, na sexta-feira (30OUT2015), aos consórcios participantes do Programa Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) havia duas importantes informações.

A primeira informação é a decisão de não definir a Short-List, pois colocou os três consórcios na lista. Os consórcios participantes são:

A - Consórcio ÁGUAS BRASILEIRAS - EMBRAER Defesa & Segurança (EDS), participam as empresas suas controladas: BRADAR e o Consórcio SAVIS responsável pela implantação do Projeto Sistema Integrado de Vigilância da Fronteira (SISFRON) A europeia Airbus Defence & Space, também está associada à EDS com satélites de vigilância;

B –  Consórcio NOSSO MAR - ODEBRECHT Defesa e Tecnologia (ODT) – tem como parceiras  a MDA Canadense-americana (radares), a espanhola INDRA e a sueca SAAB.

C – Consórcio MAR AZUL - A ORBITAL Engenharia que tem como parceira o grupo chinês China Aerospace Science and Industry Corporation (CASIC).

A segunda informação é que a Marinha do Brasil interrompe, neste momento, as atividades relacionadas ao Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).
 
A carta enviada pela Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePEM) é muito similar à adotada pelo Comando da Aeronáutica, quando encerrou as atividades do Programa F-X1, em 2006.

A segunda informação  é relevante pois o SisGAAz era considerado e definido pela Marinha do Brasil como um sistema de defesa estratégico para a defesa nacional. Um dos seus requisitos era ser desenvolvido totalmente no Brasil e com forte índice de nacionalização.

Apesar de seu nome referenciar a expressão “Amazônia Azul”, sua cobertura abrangerá, também, as Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), incluindo cerca de 22.000 Km de rios navegáveis das bacias hidrográficas brasileiras, e, ainda, as áreas internacionais de responsabilidade para Operações de Busca e Salvamento (SAR – Search and Rescue).
 
O Programa SisGAAz estava previsto para ser executado em três etapas: conceituação, contratação e desenvolvimento.

Somente a esta de conceituação foi realizada, A fase da contratação estava em curso com as empresas apresentando em Julho as suas propostas à Marinha. Cada apresentaçãao tomou uma semana.

Após estas deviam ser definidas as empresas do Short-List, que no presente caso não ocorreu.

As razões apresentada pela Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePEM), para interromper o SisGAAz são de ordem Orçamentária e Financeira.

O objetivo do SisGAAz tinha como foco em dar subsídio às ações da Marinha do Brasil em apoio à Amazônia Azul e ao Pré-Sal. Uma das prioridades máximas do Comando da Marainha anterior liderado pelo Almirante-de-Esquadra Moura Neto.

Os valores a serem investidos no SisGAAz nunca foram delimitados ou definidos pela MB, que baseava-se nas arquiteturas técnico-operacionais das propostas a serem apresentadas.

O Almirante-de-Esquadra Leal Ferreira, Comandante da Marinha, em conversa com a imprensa, a sexta-feira (30OUT2015), no 8º Distrito Naval, em São Paulo, enquanto mantinha o SisGAAZ como Projeto Estratégico era desmentido pelas ações da sua própria Força.


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