05 de Outubro, 2017 - 10:00 ( Brasília )

Segurança

Defesa cria estratégia contra criminosos e pede opinião para Moro

Ministro da Defesa, Raul Jungmann, pediu uma opinião ao juiz sobre gravações nas prisões.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, ligou para o juiz federal Sergio Moro, nesta terça-feira (2), para pedir uma opinião sobre uma proposta de monitorar conversas entre presos com seus visitantes, inclusive, os advogados, dentro dos presídios federais.

O juiz responsável pela Operação Lava Jato afirmou que a gravação dessas conversas ajudaria no impedimento de criminosos perigosos manterem contatos com cúmplices fora da prisão.

Na quarta-feira (3), o juiz confirmou o telefonema e defendeu que haja esse monitoramento nos presídios. Existem muitos presos federais que conseguem dar ordens de dentro das penitenciárias e causam uma grande insegurança pública no país.

Advogados podem se tornar pombos-correios deles e as informações serem levadas para o lado de fora dos presídios.

Isso já aconteceu muito no Brasil quando ocorreu uma onda de ônibus que eram incendiados por determinação de traficantes que estavam presos. Como nos presídios federais não entram celulares, as visitas são os pontos-chaves da intermediação de informações.

Apenas para ressaltar, a proposta não poderia se utilizar para punir crimes já cometidos pelos presos, mas, sim, os que podem acontecer num futuro próximo. Essa é uma forma de resguardar o direito de defesa do preso.

Segurança

Moro também afirmou que isso tudo ajudaria na segurança dos próprios advogados, que, às vezes, podem ser vítimas de seus clientes, quando são exigidos a repassar mensagens de ordens criminosas.

Segundo a visão do magistrado, essa mesma proposta já não serviria para os presídios estaduais devido ao tamanho e a complexidade do sistema carcerário.

Toda essa iniciativa surgiu do ministro, que pretende levar ao Congresso Nacional essa proposta de escutas nos presídios. Para isso, ele está se informando melhor com especialistas e autoridades no assunto. Esse poderia ser um salto gigantesco na forma de coibir crimes oriundos de dentro das cadeias.