COBERTURA ESPECIAL - PROSUB S40 - Naval

15 de Dezembro, 2018 - 17:00 ( Brasília )

S40 Riachuelo - Primeiro submarino de classe Riachuelo da MB é lançado ao mar

Odebrecht Engenharia & Construção e a francesa Naval Group avançam no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB)


Odebrecht Engenharia e Construção

Itaguaí, 14 de dezembro de 2018  –  A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) e a Naval Group, por meio da Itaguaí Construções Navais (ICN), lançam ao mar, nesta sexta-feira (14/12), o primeiro submarino convencional da classe Riachuelo da Marinha do Brasil. Construído no Complexo Naval de Itaguaí, localizado na zona metropolitana do Rio de Janeiro, o Riachuelo é o primeiro de quatro submarinos convencionais que serão entregues até 2023 e um dos principais marcos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

O submarino segue agora para a fase de testes e a conclusão do comissionamento dos equipamentos e da embarcação. Iniciado em 2013, o PROSUB vai culminar com a construção e manutenção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear, que é o objetivo final do programa.  

O escopo de atuação da Odebrecht Engenharia & Construção também está relacionado à construção do Estaleiro e da Base Naval, onde a empresa é responsável por três frentes de trabalho:   
 
  • Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM): complexo fabril, com 45 edificações e 57 mil metros quadrados, dedicado à fabricação dos componentes dos submarinos do Prosub. Além da área administrativa, a UFEM também é composta por um prédio principal, com diversas oficinas e o almoxarifado. A Unidade foi inaugurada em março de 2013.
  • Área Norte: local da fábrica de pré-moldados e estacas tubulares, onde estão sendo construídos o Estaleiro e a Base Naval. Abrigará ainda um centro de descontaminação radioativa, um terminal dos ônibus de circulação interna, um laboratório de monitoramento ambiental, escritórios administrativos e um Batalhão de Defesa Nuclear, Bacteriológica, Química e Radiológica.
  • Área Sul: local de implantação dos Estaleiros de Construção e Manutenção, do complexo radiológico e da Base Naval.
“A preparação de toda essa área, a construção e a tecnologia exigidas em um projeto com essa complexidade mostram a capacidade da engenharia nacional de entregar obras inovadoras”, afirma Fabio Januário, presidente da Odebrecht Engenharia e Construção. 
 
Somente as obras do Estaleiro Base Naval empregam 2 mil colaboradores diretos e 6 mil indiretos e apresentam 62% de avanço. Atualmente, 85% dos integrantes destas obras são de moradores de Itaguaí e cidades próximas. Durante o projeto, a OEC sempre priorizou a contratação de mão de obra local para potencializar o desenvolvimento da região. Ao todo, o Complexo Naval de Itaguaí, incluindo a ICN, emprega 5 mil integrantes diretos. 
 
Transferência de tecnologia
 
O acordo da Marinha do Brasil para a produção dos submarinos faz parte de uma das maiores plataformas de desenvolvimento tecnológico em andamento no país.  Prevê a transferência de tecnologia de construção completa para os submarinos da classe convencional que, ao final, dará ao Brasil a capacidade para projetar e construir as suas próprias embarcações.
 
O programa também tem a capacidade de impulsionar a economia em diversos setores uma vez que mais de 100 empresas nacionais atuam como fornecedoras de tecnologia e produtos para o desenvolvimento dos submarinos e das obras. Cerca de 90% de todos os equipamentos usados pela OEC no Estaleiro Base Naval são adquiridos de empresas instaladas no Brasil. As obras também estimularam o desenvolvimento de novos equipamentos, feitos sob medida para o desafio lançado pelo programa. Um deles, por exemplo, é uma prensa com capacidade para movimentar 8 mil toneladas, utilizada para moldar a estrutura metálica do submarino.
 
A obra do complexo também trouxe desafios nos aspectos estruturais da construção. Algumas das estacas do cais, por exemplo, tem até 50 metros. Além disso, parte do terreno onde está construído o Estaleiro Base Naval precisou de um tratamento especial. Identificados antes do início das obras, alguns trechos precisaram ser descontaminados por meio da remoção de parte da camada de solo, que foi depositada em um local autorizado pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Após o processo, a fauna marítima voltou ao local, o que demonstra o equilíbrio ambiental alcançado. Várias espécies de peixes, além de golfinhos e botos, são atualmente encontradas ao longo de todo os cais do Estaleiro Base Naval.
 
Capacidade técnica
 
A Odebrecht Engenharia e Construção teve sua capacidade técnica comprovada ao longo de milhares de obras executadas no Brasil e no mundo desde a sua criação, em 1954. Nos últimos seis anos a empresa conquistou 14 prêmios concedidos pela mais importante publicação sobre engenharia mundial, a americana ENR-Engineering News Record, que é uma referência no setor.
 
Sobre a Odebrecht Engenharia e Construção
 
Ao longo de sua história de 74 anos, Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) foi responsável pela execução de mais de 2.500 obras de grande porte como usinas hidrelétricas, térmicas e nucleares, além de pontes, viadutos, túneis, linhas de metrôs e trens urbanos, aeroportos, portos, ferrovias e obras industriais. Em 2018, a OEC foi reconhecida pelo sexto ano consecutivo pelo Global Best Projects, da ENR, considerado o “Oscar da Engenharia”, pela obra da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo na categoria Pontes e Túneis. No ano passado, a OEC foi premiada pelos projetos do Aeroporto Internacional do Galeão (categoria Aeródromos) e do Parque Olímpico (categoria Esportes e Entretenimento), ambos no Rio de Janeiro.

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