COBERTURA ESPECIAL - Panorama Haiti - Aviação

13 de Dezembro, 2017 - 08:35 ( Brasília )

MINUSTAH: Dever cumprido

Esse é o sentimento dos militares da FAB que encerraram sua participação na missão de paz da ONU no Haiti

Denise Fontes

Os militares trouxeram na bagagem não só conhecimentos operacionais, mas a certeza de ter contribuído para amenizar o sofrimento da população haitiana. O Coronel Aviador Alexandre Nogueira de Sousa participou de missões de transporte aéreo logístico, durante todo o período da missão de paz. “Eu fui um dos primeiros pilotos a pousar no Haiti, em 2004”, relembra.

O oficial também foi voluntário na área de assuntos civis do 22° Batalhão Brasileiro de Força de Paz (BRABAT 22), em 2015. “Apoiei as atividades de assistência humanitária, de fortalecimento das instituições nacionais e as operações militares de manutenção da paz”, afirma.

Além do aprendizado, a experiência no Haiti também deixou marcas em quem participou da missão. O Sargento Alexandre de Souza Rego serviu entre maio e dezembro de 2015. “Quando percebemos que podemos fazer a diferença na vida de pessoas que passam por necessidade ou precisam de segurança ou alimentos, isso marca para sempre as nossas vidas”, declara.



O bom relacionamento com os haitianos também foi fruto de várias ações sociais proporcionadas pelos militares. Uma delas foi a capacitação profissional de moradores locais, a exemplo do curso de operador de empilhadeiras. “Auxiliar na qualificação profissional daquelas pessoas fez com que tenha valido a pena o cumprimento da missão no Haiti”, avalia o Sargento Alexandre, do Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA).

Segundo o Comandante do Pelotão da FAB, Tenente de Infantaria João Lourenço Espolaor Neto, o sentimento de cumprir o dever é o que há de mais forte nas lembranças dessa missão. “Foi gratificante poder ajudar o povo haitiano. Passamos a valorizar as pequenas coisas do dia a dia.

Acredito ter voltado melhor como pessoa. Foi um aprendizado único”, explica. Para o militar, o grande diferencial foi a oportunidade de desempenhar atividades não habituais para a Infantaria da Aeronáutica. “A experiência no Haiti nos deu uma boa bagagem para sermos engajados em missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como na Copa do Mundo em 2014 e nos Jogos Olímpicos Rio 2016”, conclui.

 

FAB na MINUSTAH

Após 13 anos de atuação, a FAB encerrou a participação dos militares na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

A Missão de Paz no Haiti contabilizou números que ficaram marcados na história: de 2004 a 2017, foram mais de 12 mil horas de voo, cerca de 64 mil passageiros e mais de 6 mil toneladas de cargas transportados em aeronaves da FAB. “A avaliação da presença dos militares no Haiti, ao longo desses anos, foi muito positiva. Tivemos um enorme ganho operacional e pessoal”, ressalta o Ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Fotos: Fábio Maciel/DECEA



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