30 de Novembro, 2017 - 12:30 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - Na Política interna, Estatização e Privatização



Assuntos: Na Política interna, Estatização e Privatização

 
 
NA POLÍTICA INTERNA

Os membros da Máfia governamental já sabem quem será eleito, e tentam neutralizá-lo... Cientes de que não conseguirão se manter pelo voto popular os políticos corruptos estão loucos de medo de um governo bem forte. Embora usem de todos recursos espúrios para impedir-lhe a candidatura sentem que não conseguirão impedir e que se for candidato será eleito. Então, imaginam como cercear seu governo. Quatro partidos sondaram a possibilidade de o STF aprovar alteração do sistema presidencialista para parlamentarismo se feita pelo Congresso e depois referendado por consulta popular (plebiscito), o que reduziria os poderes do presidente que vier a ser eleito em 2018.

O movimento é estimulado pelo governo e apesar de o Parlamentarismo ter sido recusado duas vezes em plebiscitos, novamente surge como esperança para os parlamentares manterem suas boquinhas.

Pior ainda, as forças que sustentam o governo pretendem evitar, a qualquer custo, a retomada do nacionalismo, para continuar implementando sua agenda de entrega do patrimônio nacional.

É UMA GUERRA

O Estado Brasileiro terá que recuperar os territórios onde perdeu o controle: certas favelas do Rio de Janeiro onde a polícia não entra, áreas dominadas pelo MST de onde saí toda espécie de invasões, áreas indígenas que se dizem independentes, bloqueiam estradas e exigem pedágios e quem sabe, também os campus de certas universidades que se consideram soberanos, mas recebem tudo da sociedade.

Cada "território" exigirá um "tratamento" especial, sendo que alguns deles, especialmente as favelas, podem gerar conflitos que lembrem a Síria e o Iraque com o estado islâmico dominando cidades, enquanto isto o cripto comunista Ministro da Defesa levianamente fica entusiasmado falando em compor uma Força de Paz para atuar na Repúbica Centro Africana, a ONU já oficializou o pedido de tropas brasileiras para a tal Republiqueta (ou teria sido oferta nossa?)  750 soldados (um Batalhão), deverão estar prontos para deslocamento até o primeiro semestre de 2018. Custo anual estimado:  US$ 100 milhões....

As necessidades materiais são bastante diferentes daquelas exigidas no Haiti : veículos blindados leves, tipo IVECO Lince (Italiano) ou Humvee (EUA), a serem adquiridos de segunda mão desses países, óculos de visão noturna, miras laser, blindagem reforçada nos nossos carros de combate, torres de tiro com controle remoto, equipamento rádio com maior potência e  mais, ou seja, aquilo que não dispomos nem para a defesa da nossa Pátria e seremos comandados por um general estrangeiro, o que não era bem a pretensão do doutor Jungmann, por um momento também embaraçado com a retirada da candidatura do Luciano Huck pelo seu PPS!

Setores do Itamaraty e do Congresso opõem-se a essa aventura (a da África), temendo desgaste da imagem do Brasil, até aqui livre de ataques terroristas.
Esperemos que não venhamos a nos arrepender dessa aventura.

ESTATIZAÇÃO

O Estado brasileiro virou empresário porque nossos capitalistas não queriam correr riscos. Agora falam em privatização de empresas maduras e lucrativas. Ninguém fala em privatizar empresas em fase de implantação. Até é natural que empresários evitem áreas de alto risco e de retorno duvidoso como acontece em algumas áreas que necessitamos desenvolver mesmo com prejuízo financeiro. Parcerias público/privadas podem mitigar esses riscos em novos negócios ou novas tecnologias.

Nossa história mostra, que se o Estado não for indutor do desenvolvimento nada acontecerá.  Isto é consenso entre todas as forças nacionalistas de quaisquer posições políticas. São simples posturas de bom senso que só farão agregar.

É claro que nada disso atrairá os entreguistas, quer por ideologia, quer por esperarem receber propinas propiciando as privatizações mal feitas.

PRIVATIZAÇÃO

A privatização pode ser benéfica, o entreguismo não. A Vale do Rio Doce foi vendida por  menos que o dinheiro que tinha em caixa somados aos recebíveis no ano.  A Eletropaulo e outras seguiram o modelo.

Está bem, isto foi Privatização mal feita e quase sempre também significou  Desnacionalizão. Sobre o Pré-sal então a entreguista desnacionalização chega ao auge.

É hora de reagir. Não vamos entregar nossas estatais a preço de banana. Na década de 90, vendemos 26 empresas do setor elétrico pois, as distribuidoras deficitárias por atenderem os Estados carentes foram "empurradas" sobre a Eletrobras, que foi obrigada a "comprá-las" onde as mais rentáveis foram todas privatizadas.

Enquanto isso, sob a política de privatização ampla, a mesma Eletrobras foi proibida de realizar investimentos previstos em planos de expansão, pois obrigações de gastos poderiam desvalorizá-la.

Bastou uma seca média em 2001 para que essas decisões mostrassem seus efeitos: racionamento de 25% da carga e inadimplência no Mercado Atacadista de Energia. O efeito de longo prazo foi o encolhimento do consumo total do sistema em 15%. Pode parecer pouco, mas, esse percentual equivale a um crescimento de 4 anos da demanda.

A entrega de blocos de exploração do pré-sal para empresas estrangeiras sem a participação da Petrobras doeu em todos os brasileiros que enxergam o setor de petróleo e gás como uma garantia de soberania e desenvolvimento econômico e científico.  Este governo entrega o Brasil, destrói o nosso futuro. As empresas transnacionais sempre defenderão os interesses de seus países de origem e as nações hegemônicas sabem que petróleo e gás natural permanecerão a principal fonte de energia para a humanidade ao longo dos próximos 50 anos, senão além, até o final deste século 21 e a província petrolífera do pré-sal brasileiro é muito provavelmente, a última área petrolífera de reservas de grandes dimensões do planeta. Os geólogos de petróleo de todo o mundo sabem disso.

Seja qual for a motivação do atual governo – e nos parece que seja para receber propinas,  a atual postura em relação ao pré-sal condenará o Brasil a um papel secundário na economia global pelas próximas décadas:

O nosso glorioso Exército, para intervir nisto não precisa tomar conta do Governo; basta dizer: ISTO NÃO!

LIBERALISMO APENAS INTRA-MUROS

A competição entre as empresas é fundamental para o capitalismo, mas as empresas estratégicas são tão importantes para o seu país como as suas Forças Armadas e é necessário proteger as empresas brasileiras de capital nacional, públicas e privadas, de ataques de empresas estrangeiras que ultrapassem os limites da competição de mercado, mesmo instaladas ou não em nosso território.

O comércio internacional é uma briga de foice. Quem diz que devemos ser liberais nessa área ou não entende do assunto ou defende interesses espúrios. Esses institutos liberais que pululam pelo país afora são patrocinados por entidades estrangeiras para forçar o país a abrir seus mercados.  Abrir o mercado se outros países taxam nossos produto e estabelecem cotas quando ameaçam os produtos deles?

Nota: Persistem rumores de que em Langley, Virgínia, USA, foi fornecido grandes quantias a FHC para que facilitasse a venda  das empresas públicas ao controle estrangeiro. Recomenda-se a leitura dos livros "Quem Pagou A Conta", "FHC O Brasil Do Possível" já publicados no Brasil, "A Privataria Tucana" e "A Máfia Verde". Eles nunca foram contestados.

LOUCURA – PARECEM IMBECIS...

Os governos da Argentina, Brasil, Paraguai e do Uruguai anunciam a assinatura do Tratado de livre-comércio do MERCOSUL com a União Europeia [UE] na 11ª Reunião Ministerial da OMC, que acontecerá na semana de 10 a 14 de dezembro, em Buenos Aires.

Este Tratado será à sentença de morte dos produtos locais interditando todo o desenvolvimento autônomo e soberano, pela eliminação das políticas tecnológicas e industriais de cada país  do bloco regional.

- O MERCOSUL se obrigará a reduzir as tarifas de importação para produtos da UE, que atualmente  são superiores ,pois não terão como competir e para proteger seus produtores agropecuários, os governos de vários países europeus estão exigindo a redução, através deste Tratado, das atuais cotas de importação de proteínas importadas do MERCOSUL, com a abertura indiscriminada, haverá uma avalanche de importação de manufaturas europeias, como efeito da desproteção aduaneira da indústria/regional; - ocorrerá a destruição das empresas do bloco, dado que ainda não possuem capacidade competitiva frente às empresas europeias , norte-americanas, chinesas, japonesas .

A consequência do Tratado, além do desemprego em escala sub-continental, será a desindustrialização acentuada e a condenação dos países do MERCOSUL à primarização produtiva.

Os efeitos do acordo para o MERCOSUL serão muito piores do que o projeto original da ALCA – Área de Livre Comércio das Américas, aquela ambiciosa estratégia de anexação política, cultural e econômica do hemisfério americano que os EUA não conseguiram impor.

Foi mortífero o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares" assinado pelo Collor, o TNP, deve e tem que ser conhecido como o Tratado de Não-Proliferação de Concorrentes, o TNPC na área dos Bens e Serviços Originados dos Usos Pacíficos da Energia Nuclear. Este precisa ser denunciado e rechaçado em vez de aceito.

O primeiro passo para a solução de um problema é tomar conhecimento dele. Que Deus ilumine nossas mentes, ao menos para isto.

Gelio Fregapani


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