01 de Setembro, 2017 - 00:50 ( Brasília )

Pensamento

Paulo Cauduro - QUATRO TONS DE COMUNISMO

A América teve momentos de esquerdismo radical em quatro ocasiões diferentes.

 

Dr Paulo Cauduro
Professor de Direito Civil


No começo do século XX, a enxurrada de imigrantes trouxe ao país grande número de agitadores socialistas das mais diferentes procedências. A novidade que acompanhou o fenômeno foi a formação de grupos terroristas, como o de Sacco e Vanzetti, que ficou famoso porque os dois assaltantes italianos foram presos, processados e devidamente eletrocutados.

A dogmática dominante nesses grupelhos subversivos era o anarquismo ou anarco-sindicalismo. Na década de 20, foi num desses grupos, na Itália, que surgiu Benito Mussolini.

O governo americano resolveu o problema executando ou deportando esses indesejáveis que eram majoritariamente estrangeiros.

Outro momento traumático da história americana aconteceu logo depois, quando à quebra da Bolsa de Nova York se seguiu uma profunda recessão que se espalhou pela América, causando queda acentuada na atividade econômica e demissões em massa após várias décadas de grande crescimento econômico.

Os comunistas aproveitaram o momento de dificuldades por que passava a classe trabalhadora para atrair às suas hostes milhares de pessoas e para se infiltrar no governo Roosevelt. A deflagração da Segunda Guerra Mundial impediu que o sonho de comunização da América acontecesse. O governo federal, no entanto, permaneceu coalhado de comunistas até que Joe McCarthy iniciasse sua "caça às bruxas" na década de 50.

O terceiro momento em que a América foi violentamente pressionada pelo comunismo foi nos protestos contra a guerra do Vietnã. Naquela época, formaram-se grupelhos estimulados pela disseminação dos "ensinamentos" dos frankfurtianos, a teoria crítica e o marxismo cultural.

São dessa época os Yippies (do Youth International Party), o SDS (Studentes for a Democratic Society) os Weathermen e os Black Panthers, todos eles parte da mobilização comunista contra a guerra. São dessa época o lema "Faça amor, não faça a guerra", o sexo liberado, a difusão das drogas entre os jovens e a filosofia aberrante de Marcuse. A escola de Frankfurt, nessa época, já começara a exercer sua dominação sobre o ensino superior americano, coisa que cresceu desmesuradamente desde então.

O governo Nixon caiu, os soldados americanos foram evacuados do Sudeste Asiático e a guerra foi perdida. O prejuízo para o prestígio americano em todo o globo foi imenso, e o país até hoje não se recuperou.

O momento final é o atual, quando a Escola de Frankfurt, fortalecida pela crise das hipotecas, pelos reveses americanos e pela adesão dos jovens ao comunismo, conseguiu encaixar a marcação através de seu domínio incontrastável nas faculdades, indústria do entretenimento e veículos da mídia e se afirmou definitivamente.

O que estamos vendo são as últimas reações de um povo outrora altivo e decente que finalmente sucumbe diante da brutal investida totalitária.

Os inimigos da liberdade e da democracia chegaram ao coração do país com Obama e o Partido Democrata, uma sucursal ideológica do movimento revolucionário comunista universal.

Depois de Donald Trump, virá o avanço dos demagogos populistas capitaneados pelo Partido Democrata, por Soros e seus mercenários e bem assim pela sórdida ONU.

A América que conhecemos será entregue às baratas totalitárias e o último farol de liberdade se apagará para sempre neste mundo.