06 de Abril, 2017 - 07:00 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - O segredo da sobrevivência (da Coréia do Norte), O segredo da sobrevivência (da Coréia do Norte)


Assuntos: No Mundo – O Segredo da sobrevivência                                        
                     No País – A politicalha

No Mundo - O segredo da sobrevivência (da Coréia do Norte).

Como foi possível que um país sem recursos, nem mesmo para alimentar sua população, possa enfrentar tanto tempo a maior potência que já existiu. Quando caiu a URSS, a Coréia do Norte mesmo sem apoio, não se desintegrou, nem tão pouco quando faleceu seu fundador Kim Il-sung e assumiu seu filho, com fama de incapaz de governar.

 A estabilidade interna se deveu em grande parte ao terrorismo do regime, mas também à galvanização nacional para enfrentar as ameaças e pressões externas. A resposta foi o programa nuclear. Por mais que a administração estadunidense decida trocar regimes indesejados pela força, com a Coréia tornou-se arriscado por perigo de  uma resposta nuclear. Pelo mesmo motivo a Coréia do Sul se abstêm de cruzar certos limites apesar de suas ameaças. Claro, um papel decisivo tem sido o apoio de Pequim, que nada tem a ver com ideologias: Para a China o status quo é mais proveitoso que qualquer das alternativas: seja uma Coréia unida pró EUA ou uma ‘grande Coréia’ com suas ambições e ânimos nacionalistas, Pequim perderia em qualquer dos casos.

Deve ser considerado que ninguém  está realmente interessado na união das duas Coreias. Tóquio não deseja uma Coréia unida e forte pois as reclamações do passado são persistentes e para a Moscou, se unidas as Coreias, haveria um país de peso e influência, que  poderia converter-se num incômodo aliado dos EUA. Mesmo para os EUA a questão norte-coreana não está tão clara como parece. É certo que Washington não permanece tranquilo quando existe um país imprevisível com seus ensaios nucleares.  Contudo, atacar teria um preço além de ser uma provocação desnecessária a Pequim e com a interdependência econômica não convém atuar a queima-roupa e a existência na região de um regime agressivo provocando o temor de seus vizinhos seria um bom pretexto para consolidar suas alianças e aumentar a presença político-militar, desde a terrestre e marítima até a antiaérea. Os EUA, apesar da retórica, também não se empenham em destruir a Coreia do Norte.

Ao examinarmos geopoliticamente as diferentes motivações dos diversos jogadores no cenário do Extremo Oriente, temos que reconhecer que a raiz do segredo é a posse da bomba. Em todo o mundo é assim; se o Iraque tivesse a bomba não teria sido invadido, nem a Líbia  tão pouco. Israel, nem pensar, nem o Paquistão, nem a Índia que simplesmente repudiaram o Tratado de Não Proliferação. Simples assim. E nós? Vamos aprender?

No País - Politicalha interna

Não faz muito tempo...  Tínhamos uma governante inepta e o seu partido, corrupto e venal, estavam mais interessados em ideologia do que no bem da Pátria. Sendo um mau governo deu pretexto a seus inimigos para arregimentarem multidões a exigirem o impeachment da Presidente. Os de maior visão alertavam:  trocar apenas a Presidente sem sanear o Congresso e  Judiciário de pouco adiantaria e  que na linha sucessória constitucional haveriam pessoas ainda piores. Nem um ano passou e já temos gente clamando por novo impeachment e os de maior visão novamente alertando que na linha sucessória constitucional há pessoas ainda piores.

Nada mudou nem vai mudar no setor da Segurança Pública, que  é, segundo todas as pesquisas, o assunto que mais preocupa a nossa população tanto o atual governo como o anterior insiste no absurdo de negar permissão para as pessoas de bem se defenderem. Ao que parece ambos temem a população ordeira e a querem desarmada. Paradoxalmente não tem o mesmo empenho em desarmar os traficantes e aos outros bandidos. Será uma questão de afinidade entre malfeitores?

Esperança mesmo só teremos na próxima eleição

Você sabia?

Sabia que a ideia de que o Estado provê a segurança das pessoas é uma falácia?   O Estado, é verdade, é vital para a persecução criminal, sendo as funções policiais e judicantes dever seu. Entretanto, a primeira linha de defesa contra a criminalidade são os  indivíduos, que podem e devem – como no caso dos pais em relação aos filhos ou do marido em relação à esposa –  defendê-los a custo da própria vida.

Se em circunstâncias normais ele já não consegue, (as vezes consegue castigar o infrator), no nosso caso apresenta-se de "mãos amarradas" pelas próprias leis e ainda impede o porte de armas pelos seus cidadãos cumpridores da lei e os estimula a acovardarem-se e nunca resistir, incentivando a  delinquência. O resultado óbvio é  uma situação de insegurança sem precedentes no mundo moderno. Em tais condições, quando um lado está armado e o outro indefeso, até a guerra vira massacre.

Não existe Estado controlador o suficiente para garantir a defesa do patrimônio e da integridade física de cada cidadão. Se houvesse, então seria um Estado Leviatã, nos moldes do descrito por Orwel em seu  "Admirável Mundo Novo -1984"

(Parte do despacho do promotor substituto Rafael Thomas Schinner)

Exigir que alguém que está sofrendo um assalto tenha que aguardar a vinda da Polícia para a sua proteção é uma ideia simplesmente ridícula. Na maioria dos casos, a vítima não tem sequer como acionar qualquer órgão policial. E, quando acionado, terá de esperar por meia, uma hora, ou mais, até que o socorro chegue. Até lá, seu algoz já se encontra bem longe e o crime, consumado.

Que o pré candidato Jair Bolsonaro expressando seu pensamento numa palestra no dia três teria criticado medidas adotados pelos ex-presidentes petistas, sobretudo às que dizem respeito à demarcação de terras indígenas. "Pode ter certeza que se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Se depender de mim, todo cidadão poderá ter uma arma de fogo dentro de casa"

Nestes pontos Bolsonaro tem razão. As reservas indígenas e quilombolas foram criadas não para ajudar os índios, mas para impedir que o nosso País utilizasse ao recursos lá existentes e para criar nações separadas do Brasil. "Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela", disse ele. "E temos que mudar isso daí", afirmou e tem razão. O presidenciável também fez críticas a refugiados. "Não podemos abrir as portas para todo mundo", disse, mas não se mostrou avesso a todos os estrangeiros. "Alguém já viu algum japonês pedindo esmola? É uma raça que tem vergonha na cara!

A reciprocidade é o mais importante, mas boas cercas ajudam a fazer bons vizinhos

A administração petista anunciava sua decisão de derrubar fronteiras  e construir pontes entre os povos. Como resultado estamos invadidos por dezenas de milhares de bolivianos e venezuelanos que procuram uma vida melhor. Até aí tudo bem; de  alguma forma são etnia e culturamente semelhantes a nós e com facilidade se assimilam. É nobre a atitude de os acolher embora sobrecarreguem nossos serviços de saúde e assistência e disputam os escassos empregos com os trabalhadores brasileiros.

Algo mais problemático é a invasão por milhares de haitianos, cuja identidade cultural e étnica os orientam para formar um quisto de difícil assimilação e  a faixa etária em idade militar levanta suspeitas de imigração orientada politicamente para reforçar movimentos revolucionários, além das mazelas referentes a disputa pelos empregos escassos, mas o realmente perigoso é o abrir as portas para a invasão islâmica.

Se  o islamismo se limitasse a uma crença e uma cultura, sem tentar impô-la aos demais seria inofensivo, ou quase. Entretanto, na base de seu fundamento está a imposição das leis deles, que são incompatíveis com as nossas, estas inspiradas nos princípios cristãos.

Paradoxalmente  todos temos consciência da benéfica contribuição da imigração para o nosso País. A assimilação ocorreu sem maiores tropeços, mesmo entre os grupos cultural e etnicamente mais diferenciados pois os que quiseram conservar seus hábitos e sua cultura o fizeram sem tentar impô-las aos demais. Esta é a diferença dos islâmicos, que assim que podem forçam a sua lei, a "sharia", esta inaceitável para nós. Obviamente nos referimos apenas aos islâmicos.

Se eles proíbem de praticar a nossa religião na terra deles também podemos proibir que pratiquem a deles aqui e se  nos proíbem de entrar na terra deles também devemos agir com reciprocidade.

Gelio Fregapani