COBERTURA ESPECIAL - PCC - Gangues - Defesa

10 de Março, 2017 - 11:40 ( Brasília )

Forças Armadas apreendem mais de 2 mil armas brancas em presídios

Foram vistoriados dez presídios de cinco estados do Brasil que solicitaram o apoio das Forças; 271 celulares foram recolhidos na operação

As Forças Armadas, na primeira etapa da Operação Varredura, apreenderam mais de 2 mil armas brancas e 271 celulares em dez presídios de cinco estados brasileiros, que solicitaram apoio das Forças. A ação foi feita em articulação com o Ministério da Justiça e Cidadania e com os órgãos de segurança pública dos governos estaduais.

Entre 17 de janeiro e 3 de março, foram feitas vistorias nas penitenciárias de Monte Cristo (RR), Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (AM), Penitenciária Estadual de Parnamirim (RN), Penitenciária Agrícola de Mossoró (RN), Cadeia Pública de Mossoró (RN), Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (MS), Cadeia Pública de Natal (RN), Casa de Detenção José Mário Alves da Silva/Urso Branco (RO), Complexo Penitenciário de Alcaçuz (RN) e Complexo Prisional Anísio Jobim (AM).

Alguns dos locais vistoriados foram palco de barbáries neste início de ano, como a penitenciária de Alcaçuz, em Natal, a de Monte Cristo, em Roraima, e o complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus.

“O prazo de duração da Operação Varredura é de um ano, mas é importante que as autoridades locais possam tornar as vistorias algo permanente e implementar medidas preventivas contra o ingresso de material ilícito nos estabelecimentos prisionais”, destacou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Além da elevada quantidade de armas brancas e celulares, também foram encontrados: acessórios (160) e baterias (29) para celular; tabletes de entorpecentes (18); trouxinhas de entorpecentes (45), recipientes com bebidas alcoólicas (6), substâncias suspeitas (185), itens de posse proibida, como dinheiro ou eletrodomésticos (3.038).

Ao final de cada varredura, os militares das Forças Armadas entregam um relatório às autoridades de segurança pública estaduais. O documento aponta, além do material apreendido, eventuais problemas que fragilizam o sistema de segurança do presídio.

Cerca de quatro mil oficiais da Marinha e do Exército participaram das dez primeiras operações com detectores por raios X e de metais, empregados em eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Equipes com cães farejadores, que podem detectar drogas ou explosivos, também fazem parte da ação.

Todas as vistorias são articuladas com a Secretaria de Segurança Pública de cada estado e também com o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça. Os militares das Forças Armadas só vistoriam áreas previamente isoladas pela polícia militar ou agentes penitenciários e não fazem nenhum tipo de contato direto com os detentos.

O apoio das Forças Armadas nas inspeções em presídios ocorre por meio de ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), regulamentada pelo Decreto Presidencial de 17 de janeiro deste ano. A atuação das Forças Armadas só ocorre quando há um pedido do governador do estado ao Presidente da República.


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