COBERTURA ESPECIAL - Pacífico - Geopolítica

26 de Dezembro, 2017 - 10:20 ( Brasília )

China paralisa exportações de produtos de petróleo para Coreia do Norte em novembro


A China não exportou produtos de petróleo para a Coreia do Norte em novembro, segundo dados da alfândega chinesa, aparentemente indo além das sanções impostas mais cedo neste ano pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tentar limitar embarques de petróleo para o isolado país.

Novas tensões surgiram sobre os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, que seguem desafiando anos de resoluções da ONU. Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU impôs novos limites ao comércio com a Coreia do Norte, incluindo a limitação das remessas de produtos petrolíferos para apenas 500 mil barris por ano.

Pequim também não importou minério de ferro, carvão ou chumbo da Coreia do Norte em novembro, o segundo mês completo desde as últimas sanções comerciais impostas pela ONU.

A China, principal fonte do combustível para a Coreia do Norte, também não exportou gasolina, combustível de aviação, diesel ou óleo combustível para seu vizinho isolado no mês passado, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas divulgados nesta terça-feira.

Novembro foi o segundo mês consecutivo em que a China não exportou diesel ou gasolina para a Coreia do Norte. A última vez em que os embarques de combustível de aviação chineses para Pyongyang registraram volume zero havia sido em fevereiro de 2015.

Desde junho, a estatal China National Petroleum Corp (CNPC) suspendeu vendas de gasolina e diesel à Coreia do Norte, preocupada em não ser paga pelas mercadorias, conforme publicado anteriormente pela Reuters.

Coreia do Norte deve buscar negociações com EUA, diz Seul em otimista previsão de Ano Novo

A Coreia do Sul previu nesta terça-feira que a Coreia do Norte buscará iniciar negociações com os Estados Unidos no próximo ano em uma previsão otimista para 2018, mesmo enquanto Seul organiza um time militar especializado para combater ameaças nucleares de Pyongyang.

O Conselho de Segurança da ONU impôs de maneira unânime novas e mais rígidas sanções contra a Coreia do Norte na sexta-feira devido a seu mais recente teste de míssil balístico intercontinental, em um passo que Pyongyang considerou como um bloqueio econômico e um ato de guerra.

“A Coreia do Norte irá buscar negociações com os Estados Unidos, enquanto continuará a prosseguir com seu esforço para ser reconhecida como um país detentor de armas nucleares de fato”, disse o Ministério de Unificação da Coreia do Sul em relatório, sem informar qualquer razão para essa previsão.

O Ministério de Defesa disse que irá designar quatro unidades parnorth a operar sob uma nova autoridade que irá supervisionar políticas da Coreia do Norte, visando “dissuadir e responder às ameaças nuclear e de míssil da Coreia do Norte”.

Kremlin diz que Rússia está pronta para mediar conversas entre EUA e Coreia do Norte

O Kremlin disse nesta terça-feira que a Rússia está pronta para agir como mediadora entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos em conversas com o objetivo de reduzir as tensões, se os dois lados aceitarem que Moscou assuma esse papel. “A disposição da Rússia para abrir o caminho para a desescalada é óbvia”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.

Coreia do Norte diz que novas sanções da ONU são ato de guerra

As sanções mais recentes da Organização das Nações Unidas sobre a Coreia do Norte são um ato de guerra e equivalentes a um bloqueio econômico completo contra o país, informou neste domingo o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, ameaçando punir aqueles que apoiaram a medida.

O Conselho de Segurança da ONU impôs unanimemente novas sanções sobre a Coreia do Norte na sexta-feira por seu recente teste de míssil balístico intercontinental, buscando limitar o acesso do país a petróleo e produtos de petróleo refinado e seus ganhos a partir de trabalhadores no exterior.

A resolução da ONU busca impedir quase 90 por cento das exportações de petróleo refinado para a Coreia do Norte ao limitá-las a 500 mil barris ao ano e, em uma mudança de último minuto, exige a repatriação de norte-coreanos trabalhando no exterior dentro de 24 meses, ao invés dos 12 meses propostos inicialmente.

A resolução esboçada pelos Estados Unidos também limita fornecimento de petróleo bruto para a Coreia do Norte em 4 milhões de barris ao ano e compromete o Conselho a mais reduções caso o país realize outro teste nuclear ou lance outro míssil balístico intercontinental.

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial, KCNA, o Ministério da Coreia do Norte informou que os EUA estavam aterrorizados por sua força nuclear e ficando “mais e mais enlouquecidos nas ações para impor as sanções mais severas e pressão sobre nosso país”.



Outras coberturas especiais


Guerra Informação e Híbrida

Guerra Informação e Híbrida

Última atualização 19 DEZ, 11:40

MAIS LIDAS

Pacífico