COBERTURA ESPECIAL - Pacífico - Geopolítica

06 de Julho, 2017 - 12:25 ( Brasília )

China pede calma após EUA dizerem estar prontos para usar força contra Coreia do Norte


Ministério de Relações Exteriores da China pediu que todos os lados mantenham a calma e a tranquilidade, depois que os Estados Unidos disseram estar prontos para usar a força, se necessário, para interromper o programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

A China cumpre totalmente as sanções da Organização das Nações Unidas contra a Coreia do Nore, acrescentou o porta-voz do ministério Geng Shuang a repórteres.

EUA estão preparados para usar força na Coreia do Norte caso seja necessário, diz embaixadora na ONU

Os Estados Unidos alertaram nesta quarta-feira que estão prontos para usar a força caso seja necessário para interromper o programa de mísseis da Coreia do Norte, mas disseram preferir uma ação diplomática global contra Pyongyang por desafiar potências mundiais ao testar o lançamento de um míssil balístico que pode atingir o Alasca.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse em encontro do Conselho de Segurança que as ações da Coreia do Norte estavam “rapidamente acabando com a possibilidade de uma solução diplomática” e que os EUA estavam preparados para se defender e defender seus aliados.

“Uma de nossas capacidades está em nossas consideráveis forças militares. Iremos usá-las caso precisemos, mas preferimos não ter que seguir este caminho”, disse Haley. Ela pediu que a China, única grande aliada da Coreia do Norte, faça mais para controlar Pyongyang.

Dando um grande passo em seu programa de mísseis, a Coreia do Norte testou na terça-feira o lançamento de um míssil balístico intercontinental que alguns especialistas acreditam poder alcançar os Estados norte-americanos do Havaí e do Alasca e talvez o noroeste do Pacífico norte-americano.

A Coreia do Norte diz que o míssil pode carregar uma grande ogiva nuclear. Militares norte-americanos garantiram que são capazes de defender os EUA contra o míssil balístico intercontinental norte-coreano.

Haley disse que os EUA irão propor novas sanções da ONU sobre a Coreia do Norte nos próximos dias e alertou que se a Rússia e a China não apoiarem a ação, então “iremos seguir nosso próprio caminho”.

O embaixador da China na ONU, Liu Jieyi, disse na reunião do Conselho de Segurança que o lançamento do míssil foi uma “violação evidente” das resoluções da ONU e “inaceitável”.

“Pedimos a todas as partes interessadas para exercitarem a prudência, evitarem ações provocativas e retóricas agressivas, demonstrarem a vontade por diálogos incondicionais e trabalharem ativamente juntas para desarmar a tensão”, disse Liu.

Enquanto isso, o vice-embaixador da Rússia na ONU disse que força militar não deve ser considerada contra a Coreia do Norte e pediu a suspensão do envio de um sistema de defesa de mísseis norte-americano para a Coreia do Sul.

Ele também disse que tentativas de sufocar a Coreia do Norte economicamente eram “inaceitáveis” e que sanções não irão resolver a questão.

Trump volta a pedir mais gastos com defesa da OTAN e menciona "coisas severas" para Coreia do Norte

O presidente norte-americano, Donald Trump, pediu mais uma vez nesta quinta-feira que aliados da Otan na Europa gastem mais com a defesa, durante uma visita à Polônia que havia sido anunciada como uma oportunidade para que Trump remendasse os laços após uma tensa cúpula dos aliados em maio.

Trump também disse que Washington está pensando sobre "coisas severas" como resposta para o teste de lançamento de um míssil balístico intercontinental com o potencial de atingir o Alasca pela Coreia do Norte nesta semana.

Trump disse em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente polonês, Andrzej Duda, nesta quinta-feira, que já "passou do tempo" para que todos os países na aliança "andem" com suas obrigações financeiras.

A Casa Branca havia dito que Trump usaria a escala em Varsóvia para demonstrar seu compromisso com a Organização do Tratado do Atlântico do Norte (Otan), que chamou uma vez de "obsoleta", reclamando dos repetidos fracassos dos aliados em gastar os recomendados 2 por cento de seus produtos internos brutos com defesa.

Trump irritou os aliados em maio, e não menos aqueles do Oriente Médio preocupados com a postura militar mais assertiva da Rússia, ao não apoiar publicamente o princípio de defesa coletiva garantido no tratado da Otan.

Embora ele não tenha mencionado diretamente o princípio em Varsóvia, ele disse que os Estados Unidos estão trabalhando com a Polônia para enfrentar o "comportamento desestabilizador" da Rússia. Por sua parte, Duda disse acreditar que Trump leva a sério a segurança da Polônia.