COBERTURA ESPECIAL - Laser - Tecnologia

02 de Julho, 2017 - 18:00 ( Brasília )

LASER – Não é mais o futuro


 

O US Army e a US Navy estão incorporando sistemas de armas laser  emu ma série de plataformas e realizando testes, conforme declarou Matthew Ketner, Chefe do Departamento de “High Energy Laser Controls and Integration Directorate” no Naval Surface Warfare Center Dahlgren Division, Virginia.

As apresentações  sobre as emergentes tecnologias laser ocorreram no mês de Junho no LAB Day, no Pentágono, Washington DC.

Anteriormente a US Navy instalou um Laser de 30 quilowatt a bordo do USS Ponce, um navio de transporte, em 2014. O sistema laser tem sido testado intensivamente e está autorizado para use defensivo.

A empresa americana Lockheed Martin mostrou um sistema de lasers para eliminar drones que estejam sobrevoando áreas não autorizadas. Um laser de 10 quilowatt foi instalado em um caminhão  Heavy Expanded Mobility Tactical Truck (HEMT), e testado  em manobras no anos de 2016. O Sistema abateu com sucesso inúmeros sistemas de drones. Em experiências, o sistema conseguiu alcançar 58 quilowatts de potência, mas é possível que o potencial aumente nos próximos meses. 

O laser utilizado pelo sistema é chamado de feixe de laser de fibra combinada. Isso significa que ele une diversos lasers individuais para criar um único feixe, mais potente. “Os veículos do exército poderão carregar algo suficientemente pequeno e poderoso o bastante para ser militarmente útil", afirmou um assessor da Lockheed Martin.

O método adotado atualmente para derrubar drones usa mísseis, que custam bem mais e possuem efeitos colaterais, correndo ainda o risco de não atingirem o objetivo. De acordo com especialistas, as armas a laser podem ser mais baratas do que as munições tradicionais, já que não exigem projéteis e não precisam ser carregadas. 




No período de fevereiro e março deste ano, o U.S. Army Space and Missile Command abateu vários  drones com um laser de 5 quilowatt montado em blindado Stryker, no exercício “Hard Kill Challenge” no campo de testes de White Sands Missile Range, Novo México.

O US Army reconhece que os lasers de alta energia tem o potencial de serem eficazes complementos às munições convencionais. Lasers têm o potencial de serem eficazes contra: foguetes, munição de artilharia, morteiros, assim como drones e mísseis de cruzeiro.

Por outro lado são silenciosos e invisíveis ao olhos humanos e assim difíceis de serem detectados pelo inimigo.

Como característica os laser tem uma trajetória praticamente linear, diferente do arco de munições cinéticas, assim os laser possuem uma acuracidade maior contra os alvos.

O cientista Ketner salientou que a potência do laser pode ser ajustada conforme o alvo e mostrou uma seleção de impactos laser em diferentes materiais. Os objetos incluíam: chapas de aço, alumínio, cobre, fibras de carbono e Kevlar. Também exposto um circuito de drone “fritado” por um feixe laser.

A potência pode ser ajustada para qualquer material. Há inclusive ajustes não-letais para alvos humanos.

Os pontos negativos e que os laser consomem muita energia e têm dificuldade de penetrar: pó, fumaça, e material com cobertura anti-lasers. Mas na análise geral são relevantes e valiosos. "Diferente das armas tradicionais os laser naõ ficam sem munição," afirmam os cientistas

Na segunda quinzena de julho, o US Army testou com sucesso um sistema de arma de laser em um helicóptero de combate Apache AH-64. As armas, produzidas pela empresa Raytheon, foram experimentadas  no campo de testes de White Sands Missile Range.

A empresa Raytheon informou que foi a primeira vez que um sistema de arma de laser equipado em um helicóptero conseguiu encontrar e atingir um alvo. Testes feitos em diversas altitudes e velocidades comprovaram a eficácia do sistema, e a distância máxima entre a arma e o alvo foi de 1,4 quilômetro. O vídeo abaixo mostra como foi o teste:

Para funcionar como arma, o laser de alta densidade foi acoplado a um sistema de alvo multi-espectral (MTS, na sigla em inglês). O MTS usa sensores infravermelhos e eletro-ópticos, e é responsável por mirar o laser e controlar o feixe nas diferentes condições de voo - não é necessário que um atirador humano faça pontaria, ele precisa apenas apontar o alvo para o sistema. 

Atingir um alvo a mais de um quilômetro de distância a partir de um helicóptero é uma realização impressionante. Isso porque não apenas a posição do helicóptero varia de maneira mais irregular que a de um avião, mas também toda a carcaça do helicóptero vibra conforme as hélices e rotores giram.

Além das vantagens já citadas os lasers são econômicos. Um míssil Hellfire AGM-114, por exemplo, custa US$ 110 mil.





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