COBERTURA ESPECIAL - Guerra Hibrida Brasil - Inteligência

22 de Agosto, 2019 - 18:00 ( Brasília )

Gen Ex Pinto Silva - Guerra de nova Geração. BRASIL e a Paz Relativa na Guerra Política Permanente



GUERRA DE NOVA GERAÇÃO
BRASIL E A PAZ RELATIVA NA GUERRA POLÍTICA PERMANENTE.

 

Carlos Alberto Pinto Silva  [1]


Os generais Eduardo Villas-Boas e Alberto Cardoso afirmaram, que o Estado brasileiro está sendo alvo de um ataque indireto de nações estrangeiras que, na sua opinião, utilizam o discurso pela defesa da preservação da Amazônia em favor de seus interesses pelas riquezas do país”³.
 
1. CIRCUNSTÂNCIAS DE UM MOMENTO

As ameaças globais, na atual conjuntura, estão se alterando celeremente: guerra cibernética; guerra da informação; guerra psicológica e operações clandestinas; influência e interferência em eleições; armas de destruição em massa e sua proliferação; terrorismo, contra inteligência e tecnologias destrutivas; ameaças à competitividade econômica; e crimes transnacionais sãoapenas alguns dos recursos largamente empregados, de modo conjugado, como alternativas não militares, visando a complementar, apoiar, ampliar e, sobretudo, a evitar uma confrontação formal,e desgastar as forças políticas, econômicas, sociais, informação militar e a infraestrutura de comando e controle de forças opositoras. 

A Guerra de Nova Geração, que o mundo vive hoje, é caracterizada pela presença de Estados e grupos não estatais, pelo aumento considerável do poder de entidades pequenas, mas marcadas pela lealdade cega à sua causa, que extrapolam qualquer fronteira internacional e desafiam o poder das grandes nações. É calcada primordialmente na explosão tecnológica da era da informação, nos meios de comunicação em massa para o recrutamento de pessoal e disseminação de ideologias e na biotecnologia [2]. Guerra que muitos chamam de Quinta Geração. [3]

Partimos do conceitode que guerra e paz, na atual conjuntura, são parte do mesmo fluxo das relações internacionais.

O mundo, atualmente, está em um estado de luta incessante, a paz é relativa, não há inimigos e sim estados com ações hostis em defesa dos seus interesses.

O mundo vive, portanto, com a Guerra de Nova Geração,uma fase de guerra política permanente: sem frente de batalha e sem regras de engajamento. Apaga-se a linha divisória entre o estado de guerra e de paz. Emprega um conjunto de habilidades estratégicas (Ferramentas à disposição do Poder Nacional) para anular as vantagens do inimigo num conflito armado (Assimetria).

Em 2016, agentes de inteligência da China conseguiram capturar instrumentos de espionagem da NSA e os reposicionaram para atacar aliados dos EUA e empresas privadas da Europa e da Ásia.

2. A GUERRA DE NOVA GERAÇÃO SEGUNDO O GEN VALERY GERASIMOV, CHEFE DO ESTADO-MAIOR GERAL DAS FORÇAS ARMADAS DA FEDERAÇÃO RUSSA.

Segundo ele a Guerra de Nova Geração é “um conflito de espectro ampliado em direção a um importante emprego de medidas de caráter político, econômico, informacional, humanitário e outras tipicamente não-militares... Aplicadas em coordenação com o potencial dos protestos da população alvo.”

É um novo campo de batalha,de modo que é preciso afastar o foco do conflito do domínio da arte da guerra convencional, e isso pode ser feito ampliando o espectro do conflito, para incluir vários elementos do poder nacional.

Significa que todos os meios estarão em prontidão, que a todos a informação estará onipresente e o campo de batalha será em todo o lugar. Significa que todas as armas e tecnologia serão superpostas, as fronteiras entre os dois mundos, guerra e não guerra, de militar e não militar, serão totalmente eliminadas.

3. CONSIDERAÇÕES SOBRE A “GUERRA DE NOVA GERAÇÃO”: HÍBRIDA E / OU IRRESTRITA.

- Híbrida: Uma guerra política: [4], informacional,de atividades híbridas e secretas pelo maior tempo possível. É a nova estratégia da Rússia para perseguir seus objetivos.

- Irrestrita: É a estratégia chinesa para enfrentar países possuidores grande superioridade militar e alta tecnologia. O terrorismo, hackers, sabotagem econômica, instrumentos financeiros, assassinato de cidadãos, usar a mídia e conduzir guerra urbana estão entre os métodos propostos.

- Conflito na Zona Cinza: [5] De acordo com Hal Brands “é uma atividade coercitiva e agressiva por natureza, mas deliberadamente concebida para permanecer abaixo dos limites de um conflito militar convencional”. Ou seja, “a Zona Cinza se caracteriza por uma intensa competição política, econômica, informacional e militar, mais acirrada que a diplomacia tradicional, porém inferior à guerra convencional”.

Na guerra fria a violência situava-se nos conflitos por procuração. No pós-guerra fria a violência encontra-se na Guerra de Nova Geração (Guerra da Síria e do Iêmen).

A ideia é implodir um estado via convulsão social [6] e a ampliação do espectro do conflito, para incluir várias ferramentas do poder nacional.

As rígidas regras de guerra mudaram... (assim) o foco dos métodos dos confrontos, “para um conflito de espectro ampliadoem direção a um importante emprego de medidas de caráter Político, Econômico, Informacional, Humanitário e outras tipicamente não militares ... aplicadas em coordenação com o potencial dos protestos da população alvo”.

Assim Sendo, a conduta dos Estados com poder de combate e capacidade tecnológica inferior devem se subordinar, claramente, a três premissas:
 
- um embate direto contra as forças armadas de alto poder de combate e alta capacidade tecnológica seria extremamente desvantajoso e arriscado e, portanto, deve ser evitado;

- outros meios, que não as alternativas militares tradicionais, devem ser empregados na consecução dos objetivos nacionais,  e,

- dispor de poderio bélico convencional que, embora não seja suficiente para lhes assegurar uma vitória militar definitiva sobre o opositor, permita-lhes manter a estabilidade estratégica [7].

Dessa Forma, as opções políticas e estratégicas de Países em desenvolvimento, com Forças Armadas poder de combate e capacidade tecnológica assimétricos em relação ao oponente devem se desenvolver, em linhas gerais, de acordo com a seguinte sequência lógica:

- emprego “agressivo” de meios não militares,apoiados por alternativas militares de efeito não cinético (não letais), sobretudo operações de informação e guerra cibernética;

- emprego de meios militares para alcançar objetivos estratégicos, sem, contudo, provocar uma forte reação militar do opositor (Estabilidade de Crise)[8], e;

- Eventual emprego de capacidades de antiacesso e negação de área.

4.  ASPECTOS MARCANTES SOBRE A GUERRA DE NOVA GERAÇÃO

- Suas operações de apoio são impulsionadas pela noção de obter vantagens assimétricas para permitir a consecução de objetivos políticos.

- Entender e empregar os princípios das assimetrias reversa e estratégica corretamente permite explorar os pontos fracos do inimigo, eempregar um conjunto de habilidades (estratégicas) para anular as vantagens do inimigo num conflito armado.

- O conceito clássico de Guerra Assimétrica pode ser sintetizado como “todo e qualquer tipo de conflito bélico em que, pelo menos em algum momento, a superioridade militar e, particularmente, tecnológica de um dos contendores resta evidente no campo de batalha”.

- Guerra Assimétrica Reversa é “todo e qualquer tipo de conflito bélico em que, pelo menos em algum momento, existe a efetiva limitação ou, em termos mais precisos, autolimitação do emprego da evidente superioridade militar e, particularmente, tecnológica no campo de batalha”.

- Assimetria Estratégica: “em questões militares e de segurança nacional, a assimetria estratégica significa agir, organizar e pensar diferentemente do adversário para maximizar os esforços relativos, aproveitando suas fraquezas, e adquirir maior liberdade de ação” (Steven Metz).

- Não há distinção entre o que é o que não é o campo de batalha, uma vez que ele é omnidirecional.

- As ações podem ser diversas. Violentas ou não-violentas.

- Ênfase na sincronia das operações de combate e na Integração e articulação das diversas ferramentas do Poder Nacional.

- Combinação dos níveis de conflito do tático ao estratégico,e vários campos de batalha, simultaneamente.

- Excelência nas atividades de guerra em rede, de inteligência artificial, segurança cibernética, e espionagem eletrônica.

- É preciso a integração das diversas ferramentas do Poder Nacional e dos grupos não estatais em benefício da defesa dos interesses nacionais do país; a articulação de vários campos de ação, elegendo os melhores instrumentos ou medidas, militares ou não, para executar as operações; e a combinação de todos os níveis de conflito do tático ao estratégico, forçando o oponente a confrontar vários campos de batalha, simultaneamente.

- O centro de gravidade da açãodeve estar voltado a desestabilizar o governante, desacreditar autoridades, e em criar o caos na sociedade, sucedendo-se a crise política.

- Judicioso emprego da força militar. Uma vez que a crise tenha evoluído suficientemente, as forças militares convencionais podem ser empregadas, mas somente o necessário para garantir a autoridade do novo status quo. Ao empregar forças militares deve-se levar em consideração o “Equilíbrio Estratégico” e o “Equilíbrio de Crise”.  

- Ações do tipo standoff - fogo indireto e/ou de precisão em    profundidade a partir de várias plataformas, para utilizar de capacidades de antiacesso e negação de área. (Uma estratégia com alta tecnologia da guerra assimétrica).
-Eventual emprego de capacidades de antiacesso e negação de área, valendo-se de sofisticados meios aéreos, navais e de defesa antimísseis, apoiados por operações de informação, atividades cibernéticas e de guerra eletrônica, a fim de restringir o ingresso de forças oponentes no teatro de operações.[9]

5.  AFINAL, O QUE É A - “GUERRA DE NOVA GERAÇÃO”: HÍBRIDA E/OU IRRESTRITA?

Muito em voga na atualidade, o termo conceitual “Ameaça Híbrida”, esteve restrito aos meios militares até 2014. Após a intervenção da Rússia na Ucrânia, a expressão se popularizou e se modificou para “Guerra Híbrida”, sendo consagrado pela mídia.

A Guerra Híbrida [10] é composta de uma guerra política ("O uso de todos os meios de disponíveis de uma nação para alcançar objetivos nacionais sem entrar em guerra”), informacional e de atividades híbridas, e deve ser secreta pelo maior tempo possível.

Um conflito no qual os atores, estado ou não-estado, exploram vários modosde guerra simultaneamente (guerra financeira, guerra cultural, guerra midiática, guerra tecnológica, guerra psicológica, guerra cibernética, o amplo espectro do conflito, empregando armas convencionais avançadas, táticas irregulares, tecnologias agressivas, terrorismo e criminalidade visando desestabilizar a ordem vigente).

A eficiência devastadora da Guerra Híbrida pode ser constatada no seio da OTAN hoje em dia, mais de cinco anos após a anexação da Criméia, a aliança ainda não desenvolveu uma estratégia coerente para se contrapor às atividades de Guerra Híbrida da Rússia na Ucrânia.

Não obstante o fato de existir um certo número de similitudes entre a filosofia da “Guerra Irrestrita” e a doutrina da “Guerra de Nova Geração” - Guerra Híbrida, é claro que os russos avançaram muito criando o” Campo de Batalha de Campos de Batalha”.  Subtraíram as linhas divisórias das operações do Nível Estratégico, Operacional e Tático e mantiveram uma network unificada para conduzir e coordenar vários eventos nos diferentes campos de batalha de modo estrategicamente efetivo. Alguns acreditam a habilidade de combinar o emprego de forças militares com as ferramentas tipicamente de Estado constituiu a maior mudança nas recentes operações russas.

6. BRASIL E A PAZ RELATIVA NA GUERRA POLÍTICA PERMANENTE

Os generais Eduardo Villas-Boas e Alberto Cardoso afirmaram, na noite de 5 de julho de 2019, na apresentação da palestra "Intérpretes do pensamento estratégico militar", durante evento organizado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF), em Brasília, que o Estado brasileiro está sendo alvo de um ataque indireto de nações estrangeiras que, em suas concepções, utilizam o discurso pela defesa da preservação da Amazônia em favor de seus interesses pelas riquezas do país [11].

Por sua vez, André Luís Woloszyn, Analista de Assuntos Estratégicos, O Brasil, está sob Ataque da Guerra Psicológica: “Já não bastasse a radicalização política e ideológica, o país vem sofrendo constantes ataques de factoides criados como estratégia para intimidar e causar pânico em segmentos específicos da sociedade, notadamente, parlamentares e autoridades de alto escalão do governo, superdimensionados, pela ampla exposição na mídia nacional” [12].

O que se constata é que a situação vivida, na atual conjuntura brasileira é a de paz relativa (Guerra Política Permanente), não há inimigo e sim estados com ações hostis em defesa dos seus interesses. Está acontecendo um “Conflito na Zona Cinza”, caracterizado por uma intensa competição política, econômica, informacional, mais acirrada que a diplomacia tradicional, porém inferior à guerra convencional realizada por Estados que tiveram seus interesses desafiados pelo Brasil.

Nesse entendimento basta observar:

- a “Identidade do Governo Bolsonaro” que é marcada, na visão da esquerda,e com intuito de dar força a Guerra Política que visa desestabilizar o governo,e difundida no Brasil e no exterior, com as pechas de Presidente fascista; radical de direita; perseguidor de minorias; homofóbico; crítico a política de Direitos Humanos; antiglobalização; contra a política de proteção ao Meio Ambiente; e despreparado para governar;

-uma campanha midiática, planificada e constante no campo externo e interno visando desacreditar, desmoralizar, as autoridades, os políticos ligados da situação e ao próprio Presidente da República, com a intenção de desestabilizar o governo;

- os constantes ataques de autoridades da Venezuela e de Cuba a política de governo brasileira;

- manifestações do Presidente da França e da Chefe de Governo da Alemanha com relação a decisões políticas internas do governo Bolsonaro, usando como justificativa para ações de defesa de interesses políticos e econômicos de seus Estados a retórica da problemática ambiental;

- invasão por manifestantes da embaixada brasileira em Berlim e Londres e vandalismo em suas instalações;

- uso das redes sociais para denegrir o país na área internamente e no exterior;

- denúncias nos órgãos multilaterais (ONU, OEA) denegrindo autoridades, propostas do novo governo, e as atividades do Poder Judiciário;

- decisão hostil da retirada abrupta dos médicos cubanos pelas autoridades de Havana, com a intenção de auxiliar a uma oposição radical na luta para desestabilizar o novo governo;

- ativismo de minorias (Quilombola, Indígenas, MST, o MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e LGBT);

- articulação na política internacional, como a retomada de uma rotina de viagens internacionais de políticos e artistas para detonar o Brasil no exterior;

- ação do crime organizado no Ceará com objetivo político;

- possibilidade de ações de agroterrorismo, e,

- probabilidade de atentado contra o presidente em exercício.

7. CONCLUSÃO

O que vinha se apresentando em termos políticos no Brasil até as eleições, no período de transição, e agora após a posse,faz parte de uma estratégia para desestabilizar o governo, pensada e planejada pela esquerda derrotada no pleito eleitoral, e aliados socialistas, com seus representantes midiáticos no plano interno e externo, tudo pensado dentro o que ensinam as ideias da Guerra de Nova Geração na fase da Guerra Política [13].

As guerras de Nova Geração não podem ser entendidas e explicadas à luz dos pensamentos político e militar ortodoxos.As guerras do passado, azuis contra vermelhos, não são outra coisa que passado!

É inadmissível nos conflitos modernos e, também, nas lutas políticas pelo poder, uma postura menosprezadora em relação à novas ideias, e, ainda, aos líderes ter atitude de descrédito com as novas formas de guerra, e com a nova via violenta para a tomada do poder.
 

 


[1]Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES.
 
[3] “Em 1989, William S. Lind desenvolveu o conceito da Guerra de Quarta Geração, o qual não despertou atenção senão após o 11 de Setembro. A 4WG foi concebida como uma forma de conflito complexa, de longo prazo, que inclui, além das operações convencionais, ações de guerrilha, adversários não estatais, e guerra psicológica. A 4WG derrotou os EUA no Vietnam, no Líbano e na Somália; a França na Indochina; e a União Soviética no Afeganistão. Segundo Lind, ela sucedia a Guerra de 3ª Geração, evidenciada pela Blitzkrieg. A Guerra de 1ª Geração foi caracterizada como a guerra de “linha e coluna”, das batalhas formais e campos de batalha ordenados dos séculos XVI a XIX, e a Guerra de 2ª Geração marcada pelas batalhas da 1ª Guerra Mundial, onde a “artilharia conquistava” e a “infantaria ocupava”.
 
[4] "Guerra Política", foi conceituada por George Kennan como "o uso de todos os meios de disponíveis de uma nação para alcançar objetivos nacionais sem entrar em guerra (aquém da guerra)
 
[5] "Guerra Política".
 
[6] Realizando o aproveitamento do potencial de protesto da oposição ao governo.
 
[7] Estabilidade Estratégica: É o equilíbrio alcançado entre nações na medida em que cada lado evite realizar gastos em armamento tal que possa causar apreensão no lado oposto e uma consequente e preventiva ação armada.
 
[8] Estabilidade de Crise: É o reconhecimento pelas nações que nenhuma delas pode tirar vantagem substancial sobre outra numa ação armada limitada.
 
[9] A Rússia alterou o equilíbrio de segurança no Mar Negro, Mediterrâneo Oriental e Oriente Médio através da criação de grandes zonas de exclusão antiaccesso / negação de área. A projeção de poder da Rússia nessas regiões foi alargada pela implantação do sistema de defesa aérea S-400 na Criméia em agosto de 2012 e na Síria em novembro de 2015.
 
[10] Na visão norte-americana, o termo “híbrido” descreve a complexidade crescente dos conflitos, que requer das forças adaptabilidade e resiliência; descreve também a natureza do inimigo a ser enfrentado, não se configurando uma nova forma de guerra. a expressão guerra híbrida não foi incorporada à doutrina do Exército norte-americano; o conceito adotado foi Full Spectrum Operations (2008) (Operação de Amplo Espectro).
 
[11] Correio Braziliense, edição de 6 de agosto de 2019/ palestra "Intérpretes do pensamento estratégico militar", durante evento organizado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF), em Brasília. 

12 http://www.defesanet.com.br/ghbr/noticia/33757/WOLOSZYN---Brasil-sob-Ataque-da-Guerra-Psicologica/

 
[13] Paz relativa.


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