COBERTURA ESPECIAL - Guerra Hibrida Brasil - Aviação

29 de Maio, 2018 - 10:00 ( Brasília )

Força Aérea otimiza o fornecimento de combustível na aviação brasileira

Atualmente oito aeroportos foram priorizados para abastecimento

O Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), localizado no Rio de Janeiro (RJ), ativou sua Célula de Decisão Colaborativa (DCC) desde quarta-feira (23) para gerenciar a situação do tráfego aéreo, depois do início da greve dos caminhoneiros. O CGNA tem por missão harmonizar o gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo e das demais atividades relacionadas com a navegação aérea, proporcionando a gestão operacional das ações correntes no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e a efetiva supervisão de todos os serviços prestados.

A DCC é composta por representantes de Empresas Aéreas Nacionais e Internacionais, da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), dos Aeroportos Concedidos e da Central de Transplantes, além da própria Unidade. No momento, a DCC tem focado suas ações com o objetivo de monitorar a situação no país e, dessa forma, assessorar as autoridades na distribuição eficaz de combustível para os aeroportos mais importantes da malha aérea nacional.

"Por meio de reuniões com os órgãos temos tomado as decisões em ambiente colaborativo, para que a greve dos caminhoneiros afete o menos possível os aeroportos e o tráfego aéreo no país", explicou o Chefe do CGNA, Coronel Ricardo Luiz Dantas De Brito.

Confira abaixo as decisões tomadas:

Situação dos aeroportos

Tendo em vista a malha aérea do País, foram priorizados o abastecimento nos seguintes aeroportos: Congonhas (SP), Brasília (DF); Campinas (SP), Confins (MG); Salvador (BA); Recife (PE); Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR). O CGNA emite relatório para a Secretaria de Aviação Civil que informa qual a situação de autonomia dos aeroportos no momento, além de quais comboios de caminhões tanque estão previstos chegar nos locais.

Voos Internacionais

Foi montado um plano junto com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) e a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, da sigla em inglês) para que os abastecimentos “Full combustível” das aeronaves consideradas pesadas (categorias “D” e “E”) fossem por meio dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo; do Galeão, no Rio de Janeiro, e do aeroporto de Manaus (AM), visto que esses aeródromos não estão com falta de combustível. Com essa medida, a frota internacional não cancela voos e tão pouco afeta a malha nacional.

Voos Nacionais

O CGNA coordena as necessidades de cada empresa aérea pontualmente, tentando atender de forma mais eficiente os problemas singulares.

Situações específicas

O CGNA gerencia também as situações específicas de cada aeroporto, tendo sido tomadas medidas para que a falta de combustível não prejudique o tráfego entre os principais aeroportos. Por exemplo, a situação da falta de combustível em Brasília (DF) era maior que em Porto Alegre (RS). Dessa forma, as aeronaves que saíssem de Porto Alegre com destino a Brasília tinham autorização para abastecer sem restrições somente na origem.

Foi definido em reunião com a PLURAL (empresa que representa as distribuidoras de combustível) que o combustível que chega nas localidades deve atender todas as empresas aéreas, independentemente dos contratos locais (SHELL, BR, etc), ou seja, distribuindo o combustível entre todas as empresas aéreas. Essa medida serve para que sejam reduzidos os atrasos ou cancelamentos de alguma companhia aérea em específico.

Além disso, a cada três horas são emitidos todos os relatórios de movimentação nos aeroportos, seus atrasos e cancelamentos por cada empresa aérea, independente se for devido a falta de combustível, meteorológica ou problemas técnicos.

O relatório ainda informa a autonomia do aeroporto em relação ao querosene de aviação e de combustível (diesel) para as viaturas de apoio em solo, como as viaturas dos bombeiros e dos veículos que realizam o tratoramento das aeronaves.

Transporte de Órgãos

De acordo com o CGNA, a greve não afetou até o momento nenhuma missão para transporte de órgãos. Cada cidade tem gerenciado seu próprio planejamento sem interrupção. "Todo órgão que chegou ao aeroporto foi transportado para o seu destino", destacou o coronel.

Monitoramento aéreo

Aeronaves da FAB também têm sido acionadas em apoio às ações de desobstrução das rodovias. Nesse domingo (27), um helicóptero H-60 Black Hawk atuou em Curitiba (PR) e em Porto Alegre (RS); um helicóptero H-36 Caracal sobrevoou Pernambuco em apoio às ações e uma aeronave C-95 Bandeirante fez observações em Brasília (DF).

FAB transporta 16 toneladas de medicamentos para minimizar desabastecimento


Duas aeronaves C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) decolaram, na tarde desta segunda-feira (28) do Galeão (RJ), para transportar 16 toneladas de remédios de Montes Claros (MG) para Recife (PE). A missão acontece em apoio ao Ministério da Saúde, com objetivo de minimizar os efeitos do desabastecimento provocado pelas manifestações em todo o país.

A primeira aeronave pousou na cidade mineira por volta de 18h25 e militares do 55º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro ajudaram no carregamento do avião. O Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo – foi acionado para a missão que, segundo nota do Ministério da Saúde, visa a “dar continuidade aos atendimentos de urgência e emergência, hospitais, transporte sanitário, rede de hemoderivados e insumos, rede assistencial, entre outros, durante paralisação dos caminhoneiros”. Ainda segundo o Ministério da Saúde, todos os estados estão sendo acompanhados e as demandas, mapeadas para atendimento das necessidades com o apoio das forças federais, estaduais e municipais.

Operações Integradas

O transporte de medicamentos pela FAB faz parte da Operação São Cristóvão, criada pelo Ministério da Defesa (MD) por meio da Diretriz Ministerial nº 6/2018. As ações em relação a esta operação são emanadas do Gabinete de Operações Integradas, coordenado pelo MD e com a participação de outros ministérios e agências governamentais.

Fotos: Ten Holanda / 1º/1º GT


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