COBERTURA ESPECIAL - Guerra Hibrida Brasil - Segurança

20 de Fevereiro, 2018 - 16:50 ( Brasília )

Alinhando expectativas, Brigadeiro Rossato esclarece: Não é INTERVENÇÃO MILITAR


REVISTA SOCIEDADE MILITAR (RJ)

Em texto que circula entre militares o Comandante da Aeronáutica explica que não se trata de colocar o RIO DE JANEIRO sob a responsabilidade das Forças Armadas. Já são muitos os falsos textos, ao mesmo tempo em que partidos de esquerda se unem para condenar a nomeação de um general para gerir o caos no RIO e até sugerem manifestações contra a “intervenção militar”.

A confusão é generalizada e quem acaba sofrendo mais com tamanha desinformação é a população. Hoje chegou a circular nas redes sociais texto absurdo, que diz que helicópteros com metralhadoras passarão a noite sobrevoando comunidades.

O interventor escolhido é um militar, o que é obviamente mais adequado porque se trata de uma crise centrada principalmente na segurança pública, se fosse uma crise principalmente financeira o interventor talvez fosse um economista.

Abaixo parte do texto que cirdula por ordem do Comandante da FAB nessa segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018:

Texto: Alinhando expectativas
por Ten Brig Ar Rossato - Comandante da Aeronáutica

Todo o Brasil tem acompanhado o desenrolar dos sérios problemas de segurança pública, aos quais vem sendo submetida a população de vários Estados da Federação, especialmente o Estado do Rio de Janeiro.

Diante desse quadro preocupante, o Governo Federal tem sistematicamente buscado encontrar soluções para aliviar o sofrimento da população, dentre elas, o uso recorrente das Forças Armadas por meio de operações de Garantia da Lei e da Ordem, a GLO.

Na última semana, uma nova e inédita medida foi tomada, desta vez com vistas a interferir diretamente na gestão da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. O Governo Federal decidiu nomear um interventor federal, com plenos poderes sobre as instituições da área da segurança pública estadual. Uma vez que a escolha recaiu sobre um ofi cial-general do Exército Brasileiro, imediatamente surgiu uma ideia, equivocada, de que as Forças Armadas teriam sido acionadas para intervir no Rio de Janeiro.

Não é esse o caso. Na verdade, reforçamos que se trata de uma intervenção federal, sendo o interventor subordinado à Presidência da República. Tal medida visa justamente a promover melhorias no gerenciamento dos recursos materiais e humanos ora existentes na segurança pública do Rio de Janeiro, otimizando sua utilização e produzindo resultados mais efi cazes para toda a população.

Por mais ansiedade que tal iniciativa do Governo Federal possa gerar na sociedade, é importante destacar que, da parte do Interventor, o momento é de planejamento e defi nição de ações, metas e prazos. Paralelamente a isso, todo o processo deve ser ratifi cado pelo Congresso Nacional e não há previsão de emprego de efetivo das Forças Armadas além dos que já se encontram envolvidos na atual operação de GLO.

Sabemos que a situação é delicada, mas confi amos na capacidade de planejamento e coordenação do interventor, auxiliado por pessoas de bem que integram a sociedade e as corporações da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, para que juntas possam trazer a paz e a segurança àquele Estado.


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