COBERTURA ESPECIAL - Modernização FAB - Aviação

22 de Setembro, 2017 - 09:00 ( Brasília )

Esquadrão Netuno desenvolve simulador para aeronave modernizada de Patrulha

Uma das vantagens foi o custo baixo do equipamento

Tenente Neto / Tenente Gabrielli


O Esquadrão Netuno (3º/7º GAV), que realiza missões de patrulha marítima, busca e salvamento e reconhecimento, construiu um novo simulador em decorrência da modernização das aeronaves P-95BM da aviação de patrulha.

A iniciativa surgiu de um dos pilotos do esquadrão, o Tenente Aviador Oswaldo Segundo da Costa Neto. "Depois que a aeronave foi modernizada, mudou todo o painel e ficamos com um simulador obsoleto, que não condizia com a tecnologia embarcada das novas aeronaves", explica o Tenente Neto. Ele conta que começou a desenvolver o sistema no final de 2016 e, no segundo semestre de 2017, já começou a ser utilizado pelo esquadrão.

Ainda segundo Neto, já existia um projeto virtual para a versão antiga da aeronave e o piloto trabalhou a partir dela, transformando e adaptando de acordo com a versão modernizada em 2011.

Painel antes (acima) e após modernização

Foi preciso trabalhar, principalmente, em modificações nos sistemas de navegação e comunicações e na introdução do conceito de glass cockpit. "Trata-se de um conceito de integração de diversos sistemas e informações da aeronave em telas capazes de mostrar tudo que o piloto precisa em um espaço condensado e muito mais prático de ser visualizado.

Em vez de vários instrumentos analógicos, tipo relógios, para cada instrumento, o glass cockpit permite que o piloto veja tudo o que precisa em um único display", explica o aviador. Os voos simulados são importantes porque permitem não só o voo normal, mas o treinamento de situações de emergências, como falha dos motores em voo e na decolagem, fogo no motor em qualquer parte do voo e, até mesmo, colisões com pássaros, tudo comandado por uma estação de instrução, de onde o instrutor permanece conduzindo o aluno nas diversas fases do treinamento.

Outro aspecto positivo no desenvolvimento do simulador foi o baixo custo envolvido: foram utilizadas peças de aeronaves que já haviam sido desativadas para compor o projeto. S

egundo o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Celso Marques de Oliveira Neto, enquanto um simulador comprado no mercado internacional pode custar alguns milhões de reais, o investimento do esquadrão e da Ala 9, localiza em Belém (PA), foi em torno de R$ 25 mil.

"O novo simulador impacta positivamente na operacionalidade do esquadrão, principalmente nas atitudes do piloto no que se refere a gerenciamento e segurança de voo. Quando estamos em solo, em segurança, conseguimos criar situações críticas que podem ser treinadas sem trazer perigo às tripulações e aeronaves", explica.

Fotos: Tenente Aviador Oswaldo Segundo da Costa Neto


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