COBERTURA ESPECIAL - Modernização FAB - Aviação

09 de Agosto, 2017 - 10:30 ( Brasília )

Diretoria de Ensino da Aeronáutica divulga mudanças na área da educação

As principais alterações ocorrem nos níveis gerenciais, pedagógicos e de infraestrutura

Aspirante Raquel Timponi

A última reportagem sobre a Reestruturação do Ensino na FAB, referente às mudanças na estrutura do Comando da Aeronáutica, determinadas na Concepção Estratégica "Força Aérea 100", ressalta as principais transformações estratégicas e de gestão do ensino, a cargo da Diretoria de Ensino da Aeronáutica (DIRENS), além de destacar a importância da subordinação agora direta ao Comando-Geral do Pessoal (COMGEP).

As transformações são fruto da Modernização do Ensino (PCA 37-11), projeto anterior à Reestruturação, em estudo desde 2013, sendo sua implantação iniciada no ano passado. A PCA 37-11 prevê a concentração do trabalho em métodos e processos do ensino em três grandes áreas: gerencial, pedagógica e de infraestrutura. Esses níveis serão trabalhados pela DIRENS, que tem por finalidade fazer o planejamento, a coordenação e o controle das atividades de ensino dentro do Comando da Aeronáutica nos níveis de ensino básico, superior, pós-formação e de educação profissional. Porém, esse é um processo longo que apenas será finalizado em 2021.

O Diretor da DIRENS, Major-Brigadeiro do Ar Rui Chagas Mesquita, avalia a funcionalidade da mudança. "A primeira área gerencial aborda a parte de processos. Já a função pedagógica tem ênfase na criação de estruturas pedagógicas nas escolas, além de se empenhar no acompanhamento e na avaliação do aluno. E o terceiro ponto é a modernização da infraestrutura, que objetiva dar suporte às atividades gerenciais e pedagógicas. Realizamos diversos grupos de trabalho para a implantação dessa modernização", avaliou.

Principais alterações com a reestruturação

O projeto de Modernização afetou diretamente a reestruturação do ensino na FAB. Como principais alterações, separou as atividades administrativas da atividade-fim da escola, além de se concentrar em um projeto de formação continuada.

As funções logísticas e administrativas foram transferidas para o Grupamento de Apoio (GAP). "Passamos de gestores do serviço para clientes. Logicamente isso demandou um esforço grande na separação dos serviços, que agora está bem consolidado com a criação dos Grupamentos de Apoio (GAP). Embora haja um relacionamento entre as unidades, o gestor das Organizações de Ensino fica desonerado das funções administrativas. Ele agora possui maior tempo para se dedicar às atividades de formação, adaptação e pós-formação do aluno", especificou o Major-Brigadeiro Mesquita.

O primeiro passo do processo de reestruturação do ensino foi a concentração de transformações na educação de pós-formação. As mudanças curriculares agora devem se adequar ao novo Perfil Profissional do Oficial da Aeronáutica (PPOA), de acordo com a especialidade e a competência que o militar desenvolver em cada etapa da carreira. O objetivo central do novo planejamento pedagógico da DIRENS está na concentração da formação na área de Gestão e Ciências Aeroespaciais, através do processo de educação continuada.

"Estas transformações demandam mudanças significativas não só em nossas Organizações de Ensino, mas também exigem alterações na forma de pensar o ensino dentro da nossa instituição e na forma que cada um de nossos militares identifique a importância da realização de uma especialização adicional em suas carreiras", analisou o Comandante do COMGEP, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

Já com relação ao investimento nos cursos do ensino básico, o Major-Brigadeiro explica. "Também estamos realizando um planejamento conjunto com o COMGEP de revisão dos currículos mínimos também da formação. Agora estamos em fase de debate de como será esse processo na Academia da Força Aérea e no currículo técnico profissionalizante da Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá. Já iniciamos grupos de trabalho para apresentar, dentro de um prazo estipulado, propostas de melhorias curriculares para suprir a necessidade de pessoal e de conhecimento para a Força Aérea".

Papel da DIRENS e subordinação ao COMGEP

Nessa nova reformulação, segundo o Tenente-Brigadeiro do Ar Bermudez, “à DIRENS caberá estruturar o processo de melhoria, através de uma avaliação institucional, dedicada a cada uma das Organizações de Ensino subordinadas, em um processo contínuo e autônomo”.

O Major-Brigadeiro Mesquita acredita que a atuação da Diretoria de Ensino, de forma alinhada com o Comando-Geral de Pessoal, facilita o planejamento. "Começamos a ter uma visão mais holística na parte de planejamento de pessoal, em que a parte do ensino é apenas um dos processos", relatou.

“Ao incorporarmos a DIRENS ao COMGEP faz com que, muito rapidamente, percebamos que quando tratamos da gestão de pessoas na FAB, tudo tem o seu início com uma atividade ligada ao ensino e, depois, tudo tem a sua continuidade com um trabalho ligado à atividade de apoio ao homem (militares da ativa e da reserva, familiares, inativos e pensionistas)", completa o Tenente-Brigadeiro do Ar Bermudez.

Ganhos estratégicos e gerenciais para o ensino

A grande vantagem estratégica do ensino, para o Diretor da DIRENS, está na separação da parte gerencial das fases de planejamento, de execução e de controle, que anteriormente ocorriam de maneira integrada. "Introduzimos uma ferramenta, já em uso em outras universidades, que tem como função realizar a normatização da parte de ensino, a mensuração dos processos e a avaliação institucional. Criamos, então, a Subdiretoria de Processos, para verificar se aquilo que estamos planejando e executando está dentro dos conformes", detalhou.

Outro fator fundamental é a implementação de uma ferramenta gerencial do ensino. "Estamos criando o E-SISTEN, uma ferramenta de gestão, tanto pedagógica quanto administrativa, do setor de ensino. Essa ferramenta irá permitir saber tudo que se quiser em relação ao ensino: quantos alunos possui, em que fase estão, quantos candidatos realizaram o concurso anterior, qual a média acadêmica, qual o nível de voo em que o aluno está. Essa ferramenta gerencial será de distribuição nacional e todas as escolas terão dados de interesses diferentes. Isso visa acabarmos com as ilhas de informação", concluiu.

Fotos: Cabo André Feitosa/CECOMSAER
 

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