COBERTURA ESPECIAL - Eleições - Pensamento

20 de Setembro, 2018 - 23:40 ( Brasília )

Gen Pinto Silva – Eleições 2018. Democracia Versus Socialismo Marxista

O socialismo marxista (ou socialismo científico, ou ainda socialismo revolucionário) é uma fase intermediária entre o capitalismo e o comunismo.


ELEIÇÕES DE 2018.
DEMOCRACIA VERSUS SOCIALISMO MARXISTA.

 

Carlos Alberto Pinto Silva[1]


Como brasileiros comprometidos com o futuro do País, devemos nos manter atualizados no que diz respeito aos assuntos que delineiam a conjuntura nacional.

Neste documento, apresentaremos alguns trechos do livro “A Revolução Gramscista no Ocidente”[2] e para uma melhor compreensão do que vem ocorrendo no Brasil de hoje, recomendamos a leitura dessa excelente obra em sua totalidade.

“O Brasil, a partir de 1930, ganhou um projeto nacional que, apesar dos tropeços e de algumas descontinuidades, avançou consistentemente sob diferentes formas. Esta evolução abrangente, resultado de uma ‘revolução passiva’ na visão gramscista, chegou ao seu momento culminante nos anos 70, como resultado do programa de desenvolvimento econômico e social da Revolução de 1964.”

“Segundo os comentadores de Gramsci, o Brasil deixará de ser uma sociedade semicolonial do tipo ‘oriental’ e, definitivamente, se tornara uma sociedade do tipo ‘ocidental’. Conclusivamente, o modelo revolucionário bolchevista ou marxista-leninista de assalto ao poder (guerra de movimento)[3] já não se aplica adequadamente ao Brasil, mas preferentemente a nova e atualizada concepção da ´guerra de posição`[4]. E é isto, exatamente, o que se está desenrolando no Brasil.”

“A partir de 1964 o país viveu um período político autoritário que as esquerdas identificaram, por conveniência ideológica, como ´ditadura militar fascista`.”

“A sensibilidade política do PCB (ainda fiel ao marxismo-leninismo) e das oposições em geral os levou à formulação de um projeto comum que era muito coincidente com a concepção estratégica de Gramsci para esta fase. Possivelmente pesou a influência de intelectuais gramscistas que já apareciam no cenário das esquerdas. Os empreendimentos recomendados por Gramsci na fase econômico-corporativa foram seguidos pelo PCB, ou seja, luta pela:

-Abertura política;

-Eleições livres;

-Anistia;

-Redemocratização, e,

-Constituinte.”


“Em 1985, o país estava redemocratizado e, em 1988, uma nova Constituição que, se não chegou a antecipar uma república socialista, quase chegou a ela.”

“Com a crise do comunismo soviético e seus reflexos no movimento comunista do Brasil (a reformulação do PCB, transmudado em PPS, e a formação de outros partidos de inspiração gramscista) estava terminada a fase econômico-corporativa e tinha início a fase da luta pela hegemonia (1991).”

“A luta pela hegemonia é desenvolvida em uma ´frente popular` tácita, nem sempre muito coesa, mas que envolve praticamente todos os partidos de esquerda. Embora divergentes em determinados aspectos teóricos e práticos, têm pontos afins de atuação revolucionária.

O Brasil vive, na atualidade, uma “Crise Orgânica”[5] que é o momento histórico em que o grupo dominante, representado pela sociedade política, perdeu a hegemonia, o consenso e a integração com a sociedade civil,  tornando o estado burguês vulnerável à conquista e à destruição pelas classes subalternas guiadas pelo Partido revolucionário.

É na “Crise Orgânica” que se abre o caminho para a ruptura, a tomada do poder, a implementação de uma nova ordem e a realização de novas transformações sociais.

O estabelecimento do socialismo marxista é o objetivo estratégico da revolução.

O socialismo marxista (ou socialismo científico, ou ainda socialismo revolucionário) é uma fase intermediária entre o capitalismo e o comunismo.

“O socialismo marxista, portanto, é uma nova ordem econômica, política e social que supera o capitalismo e que serve de berço para a transformação revolucionária que, num dado momento histórico, produz as condições para o advento do comunismo; para Gramsci, ‘sociedade regulada’”.

A “grande empresa” falida do PT se sintetiza no mito do país de classe média, que vem se desmoronando há tempos, e com maior agudeza desde o segundo governo de Dilma.[6]

O Partido dos Trabalhadores (PT), percebido como “Lula”, desenvolveuuma  “fábula proficiente”[7] para justificar suas ações após a prisão do lider, e, também, a estratégia política para as eleições de 2018,  visando a conquista do poder pela via pacífica, sem abdicar das atividades de Guerra Híbrida com a forma violenta para a tomada do poder.A fábula repousa em uma “identidade de perseguido político”, além disso, em uma história forjada[8], apresenta o PT e Lula como responsáveis por tudo de bom que aconteceu no Brasil nos últimos trinta anos.

O “desatino petista”, operacionalizado pela presidente Gleisi Hhoffmann, serve de impulso e motivação para as atividades violentas da militância, a desestabilização do Governo Federal[9], o desrespeito e descrédito ao Poder Judiciário e suas determinações, o desrespeito às autoridades, ataques a imprensa, desdouro do Brasil no exterior, e de afronta a população brasileira.
Lula não deve ficar na cadeia pelo tempo que foi condenado, amparado na generosidade de nossa legislação com seus recursos intermináveis, fato que leva a uma excrescência: segundo a imprensa “se Haddad for eleito, é Lula quem vai governar”.

“Pode-se verificar que, pelo menos, três partidos políticos trazem em suas definições ideológicas e pragmáticas conceitos gramscianos ainda que não deixem claro a adoção plena da concepção revolucionária (Partido Popular Socialista, Partido dos Trabalhadores, e Partido Social Brasileiro). O Partido da Social Democracia Brasileira nasceu em 1988 da dissidência de um grupo de esquerda (os autênticos) do hoje MDB, se define como social democrata, mas não conseguiu filiação a Internacional Socialista. O Partido Democrático Trabalhista foi criado em 1979, é vinculado à Internacional Socialista (social democracia) mas o seu socialismo ganhou feição nacionalista-populista ("socialismo moreno"), antiamericanista, expondo uma prática política "nasserista" (socialismo autóctone não marxista)”.

Chamando a atenção que as atividades guerra híbrida[10], usadas para desestabilizar o governona luta pelo poder, opera nas sombras em tempos de eleições e é usada para desestruturar campanhas de adversários políticos, enquanto possui a capacidade de empurrar a violência para o final da campanha, visando, se possível, obter o poder pela via do voto.

O resultado é a capacidade das forças do socialismo marxista de escalar o modelo de guerra híbrida, caso não obtenham sucesso pela via pácifica, usando, primordialmente, a nova forma violenta para tomada do poder, tentando manter um rumo de luta para o futuro.

 “Nesta concepção, o objetivo estratégico da esquerda e seus aliados é o socialismo marxista, mas o objetivo político-ideológico é realizar a nova concepção do mundo, a nova civilização; a última síntese:o comunismo.”[11], principalmente nos países da América do Sul.
 
Fonte de Consulta: Extrato de partes do livro intitulado “A Revolução Gramscista no Ocidente. A Concepção Revolucionária de Antônio Gramsci em os Cadernos do Cárcere” - Autor: Sérgio Augusto de Avellar Coutinho. - Estandarte Editora E.C. Ltda, Rio de Janeiro-RJ, 2002, 128p.
 


[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES.
 
[2] O Gen. Coutinho nos apresenta fatores que descortinam as razões de muitos fenômenos que caracterizam a vida nacional dos nossos dias.
 
[3] Luta armada.
 
[4] Via pacífica.
 
[5] Gramicista
 
[6] http://www.esquerdadiario.com.br/Brasil-crise-organica-5322
 
[7] História.
 
[8] História “revisada” que substitui a História Pátria “oficial”.
 
[9] Objetivo das atividades de Guerra Híbrida.
 
[10] Moderna forma de luta violenta para a tomada do poder
 
[11] “A Revolução Gramscista no Ocidente. A Concepção Revolucionária de Antônio Gramsci em os Cadernos do Cárcere” - Autor: Sérgio Augusto de Avellar Coutinho. Estandarte Editora E.C. Ltda, Rio de Janeiro-RJ, 2002, 128p.

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