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07 de Agosto, 2017 - 13:00 ( Brasília )

Batalha de Guadalcanal - 75 anos da primeira grande ofensiva realizada pelos Aliados na Guerra do Pacífico


A batalha de Guadalcanal foi a primeira grande ofensiva realizada pelos Aliados na Guerra do Pacífico após o ataque a Pearl Harbor e à Batalha de Midway. Foi um marco decisivo para os aliados na virada da guerra contra o Japão.

Batalha de Guadalcanal, também conhecida como Campanha de Guadalcanal (codinome Operation Watchtower), foi uma batalha travada entre 7 de agosto de 1942 e 9 de fevereiro de 1943 na Ilha de Guadalcanal, entre as Forças Aliadas e o Império do Japão durante a Guerra do Pacífico, no contexto da Segunda Guerra Mundial.

Em 7 de agosto de 1942, tropas Aliadas, encabeçadas por fuzileiros navais dos Estados Unidos, desembarcaram nas ilhas de Guadalcanal, Tulagi e Florida nas Ilhas Salomão, com o objetivo de negar aos japoneses o uso dessas ilhotas como base para atacar as linhas de suprimento e rotas de comunicação entre os Estados Unidos, a Austrália e a Nova Zelândia.

Os Aliados também pretendiam usar Guadalcanal e Tulagi como uma base para lançar futuras campanhas no sul do Pacífico e conquistar, ou neutralizar, a principal base japonesa em Rabaul, na Nova Bretanha.



Os Aliados sobrepujaram os japoneses com seu número e destruíram suas guarnições em Guadalcanal, conquistando também as ilhas de Tulagi e Florida.

Um dos pontos chave das operações foi a tomada do aeroporto de Henderson Field, que estava sendo construído pelos japoneses em Guadalcanal.

O poderio militar americano, com apoio dos australianos, desempenhou ações fundamentais para o sucesso da campanha, realizando o primeiro grande desembarque naval de tropas na segunda grande guerra.

Surpreendidos pela repentina e feroz ofensiva Aliada, os japoneses se lançaram, entre agosto e novembro de 1942, em várias tentativas de reconquistar o campo aéreo Henderson.

Três grandes incursões terrestres, sete batalhas navais em larga escala e contínuas, quase que diárias, ações aéreas culminaram na decisiva batalha naval de Guadalcanal no começo de novembro, em que a última tentativa dos japoneses de tentar subjugar o campo Henderson por meio de maciços bombardeios por terra e por mar para que forças terrestres pudessem avançar terminou em fracasso e ainda sofreram pesadas baixas no processo.

Em dezembro, os japoneses abandonaram seus esforços de retomar Guadalcanal e no início de fevereiro de 1943 iniciaram uma operação de retirada da região, em face de uma nova grande ofensiva encabeçada pelo exército dos Estados Unidos.

A campanha de Guadalcanal foi uma grande e significativa vitória para os Aliados ocidentais no teatro de operações do Pacífico. Junto com a batalha de Midway, é considerado o ponto de virada na guerra contra o Japão.

Na Batalha de Guadalcanal destacaram-se os comandantes norte-americanos Frank Fletcher, Richmond Turner, Alexander Vandegrift, Alexander Patch e William Halsey e do lado japonês Harukichi Hyakutake, Isoroku Yamamoto e Gunichi Mikawa.

Essa batalha finalizou com um saldo de 1,8 mil mortos e 4 mil feridos entre os soldados norte-americanos. A maioria dos feridos pertencia à 1ª Divisão de Fuzileiros. Cerca de 60 mil soldados fizeram parte dos combates. Já o japoneses totalizavam 36 mil homens. Desse total, mais de 14 mil morreram em combate e 9 mil por doenças e 13 mil foram evacuados.

O Japão perdeu 683 aviões e os americanos 615. De ambos os lados cerca de 25 navios de guerra foram perdidos. As baixas do Japão totalizaram 3,5 mil homens e 5 mil do lado dos Aliados. A guerra no Pacífico, a partir da vitória em Guadalcanal, mudou de direção pois o Japão passou a adotar uma posição mais defensiva e os aliados partiram para reconquistar o que haviam perdido.

No começo de 1943, os japoneses alcançaram o máximo de suas conquistas territoriais no Pacífico. Porém, as vitórias Aliadas em Baía Milne, Buna-Gona e Guadalcanal marcaram a transição na guerra para os Estados Unidos e seus aliados de uma postura defensiva para uma ofensiva, liderando, subsequentemente, operações bem sucedidas nas Ilhas Salmoão e na Nova Guiné, eventualmente avançando rumo ao norte do Pacífico, até forçar o Japão a se render em 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial.


 


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