COBERTURA ESPECIAL - DQBRN - Terrestre

12 de Julho, 2019 - 10:10 ( Brasília )

Laboratório do Exército é o primeiro da América Latina a receber conceito máximo em Teste da OPAQ


O Laboratório de Análises Químicas (LAQ) do Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (IDQBRN) do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) obteve conceito "A" no 45º Teste de Proficiência Oficial da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPAQ), realizado no primeiro semestre de 2019. Foi a primeira vez que um representante do Grupo da América Latina e do Caribe (GRULAC) recebeu esse conceito na história desse teste oficial da OPAQ.

Os testes de proficiência foram introduzidos para avaliar a capacidade de laboratórios de identificar, em amostras ambientais, vestígios de compostos relacionados à Convenção para a Proibição de Armas Químicas (CPAQ) e de relatar os resultados obtidos conforme um sistema de qualidade previamente estabelecido. Os resultados são utilizados pela OPAQ no processo de designação de laboratórios para o recebimento e análise de amostras coletadas em situações reais.

Para que um laboratório seja designado deve atender a dois requisitos: ser acreditado na norma ISO/IEC 17.025 por um organismo acreditador nacional; e obter uma sequência de, no mínimo, 2 resultados A e um B nos testes de proficiência (AAA, AAB, ABA ou BAA). Atualmente existem apenas 22 laboratórios designados de 18 países da América do Norte, Europa e Ásia. Não há, ainda, nenhum laboratório designado no Hemisfério Sul.

O LAQ/IDQBRN/CTEx já cumpre o primeiro requisito desde 2015, quando tornou-se o único laboratório no Brasil a possuir acreditação na norma ISO/IEC 17.025 para realização de análises de agentes de guerra química. Com relação ao segundo requisito, a recente obtenção do conceito A no teste de proficiência da OPAQ faz o LAQ/IDQBRN/CTEx aproximar-se do objetivo de ser o primeiro representante da região do GRULAC a integrar a rede de laboratórios designados por aquele organismo multilateral.

Dessa forma, o Exército Brasileiro contribui para que o Brasil assuma posição de destaque na cooperação internacional, no intercâmbio de informações técnico-científicas e na garantia do uso pacífico da química.

Fotos: IDQBRN