COBERTURA ESPECIAL - DQBRN - Defesa

27 de Abril, 2016 - 22:30 ( Brasília )

Exercício de Evacuação Aeromédica JO Rio 2016

Rio 2016: Defesa realiza exercício para eventuais casos de contaminação química


Ministério da Defesa
DefesaTV


O Ministério da Defesa e Força Aérea Brasileira realizaram, na quarta-feira (27ABR2016), um teste da capacidade do Brasil para atuar em possíveis casos de contaminação química durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

O "Exercício de Evacuação Aeromédica para os Jogos Olímpicos Rio 2016" faz parte da simulação de um incidente químico. Voluntários militares se vestiram de civis para simularem pessoas que teriam sido infectadas após um incidente químico, enquanto os agentes realizaram o atendimento padrão.

Em todas as etapas do atendimento, além dos militares das Forças Armadas, estiveram presentes representantes do Ministério da Saúde, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do Rio de Janeiro, já que o atendimento nesse tipo de situação envolve diversas agências.

O major Gava, da Força Aérea Brasileira (FAB), destacou a importância de vários setores envolvidos na segurança do evento trabalharem em conjunto. "A gente já tem essa relação próxima e de trabalho em conjunto há anos. Isso vem se intensificando com os Jogos Olímpicos, onde buscamos interagenciar e coordenar as ações entre todos os órgãos participantes. Cada um faz aquilo que sabe, mas sempre buscando a excelência no atendimento e na segurança", disse o militar.

Na primeira etapa, realizada pelo Exército, o paciente passa por um detector de agentes químicos. Logo após a triagem se houver algum infectado o próprio Exército o encaminha para uma tenda, onde é feito um primeiro atendimento.

O produto utilizado durante a simulação foi um composto químico chamado Levisita, que, ao entrar em contato com a pele, ocasiona bolhas e sensação de pequenas agulhadas. O Levisita foi utilizado em um dos voluntários, que, em seguida, foi colocado em uma cápsula de isolamento e encaminhado de helicóptero para o hospital da FAB no Galeão, considerado referência no tratamento desse tipo de incidente.

 

Entrevistados: 

1 - Coronel Chamon De Lamare, Assessor de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), do Ministério da Defesa

2 - Coronel Kátia Alvim, Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE)

3 - Major Waldir Gava, Comando Brasileiro de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA)


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