COBERTURA ESPECIAL - Doutrina Militar - SOF

06 de Outubro, 2019 - 11:00 ( Brasília )

Exclusivo – Deputado Vitor Hugo fala sobre o Comando Conjunto de Operações Especiais

Deputado Major Vitor Hugo comenta a sua proposta de criação do Comando Conjunto de Operações Especiais (CmdoCjOpEsp)


 

O Deputado Vitor Hugo (PSL/GO), líder do Governo na Câmara Federal, apresentou proposta de criação do Comando Conjunto de Operações Especiais (CmdoCjOpEsp).  (ver a matéria CmdoCjOpEsp - Proposto o Comando Conjunto de Operações Especiais Link)

Segue um breve currículo do Major Deputado Federal Vitor Hugo de Araujo Almeida - Nascido em Salvador (BA) em 31/5/1977.
 

Foi o primeiro colocado no exame nacional para ingresso na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Tinha, na época, 16 anos.

Seguiu sendo 01 na escola, e recebeu pela performance a honraria do espadim diretamente das mãos do então presidente da República.

E emplacou — de novo — como 01 na Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), conquistando o sonho de todo cadete: a viagem de ouro, que o levou às principais cidades do mundo ao longo de quase sete meses.

Outros pontos de destaque na trajetória no Exército Brasileiro:

- Comandante de Pelotão de Fuzileiros de Selva, 3º Batalhão de Infantaria de Selva - Exército Brasileiro, Macapá , AP, 1999 - 1999;

- Comandante de Pelotão de Fuzileiros Paraquedistas, 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista - Exército Brasileiro, Rio de Janeiro , RJ, 2001 - 2001;

- Comandante de Destacamento de Ações de Comandos, 1º Batalhão de Forças Especiais - Exército Brasileiro, Rio de Janeiro , RJ, 2003 - 2003;

- Oficial de Inteligência, Destacamento Tigre I - Segurança da Embaixada do Brasil em Abdijan , 2004 - 2005;

- Observador Militar, Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim , 2008 - 2009;

- Comandante de Destacamento Operacional de Forças Especiais, 1º Batalhão de Forças Especiais - Exército Brasileiro, Goiânia , GO,  2009 - 2009;

- Comandante do Destacamento Contraterrorismo, 1º Batalhão de Forças Especiais - Exército Brasileiro, Goiânia , GO, 2011 – 2011.

A saída dos quarteis não interrompeu a sua trajetória como 01.

Advogado, foi aprovado em primeiro lugar no concurso para Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados, na área de Segurança Pública e Defesa Nacional — tomou posse no cargo em 15/1/2015, seguindo então para a Reserva não remunerada do Exército.

Em 2018, foi eleito deputado federal pelo estado de Goiás no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. No início de 2019, foi anunciado pelo próprio Bolsonaro como Líder do Governo na Câmara dos Deputados. É o primeiro deputado de Goiás a ocupar esse cargo, e também o primeiro deputado de primeiro mandato a ser Líder do Governo.


Segue a entrevista com o Deputado Major Vitor Hugo exclusiva para DefesaNet..

DefesaNet - Como foi a recepção da proposta de criação do Comando Conjunto de Operações Especiais junto ao presidente Bolsonaro?

Deputado Vitor Hugo - Eu já havia conversado com o presidente desde o início deste ano (2019) sobre esta possibilidade. O presidente é um grande admirador das Operações Especiais do Brasil. Ele esteve comigo na comemoração da Sessão Solene do Aniversário do Comando das Operações Especiais aqui na Câmara dos Deputados e, também, junto com ele, nós visitamos, este ano, as instalações dessa grande unidade, desse grande comando, lá em Goiânia. O presidente passou a tarde inteira. Então a recepção foi muito boa. Ele falou que vai encaminhar para o Ministério da Defesa para fins de estudos, e nós torcemos para que haja a possibilidade de implementação o mais rápido possível.


 
Sessão solene realizada na Câmara dos Deputados homenageou o 17º aniversário do Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército, em 15JUL2019.


DefesaNet – E no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças, Exército e a própria Marinha do Brasil, que criou, agora em setembro, o Comando Naval de Operações Especiais.

 
Deputado Vitor Hugo - Eu conversei com o Ministro da Defesa sobre o assunto, e ele se mostrou simpático à ideia. Disse-me que gostaria, ao longo da gestão dele, de criar ao menos um comando conjunto, mas ele não sabia se ia fazer no âmbito das Operações Especiais ou em outra área. Eu espero que essa indicação contribua para que ele se sensibilize e crie no âmbito das Operações Especiais de algum modo como vários outros países fizeram, a incluir os Estados Unidos e outros tantos países que operam Forças Especiais, defendendo a democracia, a liberdade como nós pretendemos fazer.
 
DefesaNet - O projeto não incluiu as Forças Estaduais como o carioca o BOPE e outros. Isso poderá ser feito no futuro?
 
Deputado Vitor Hugo - O grande problema é que existe uma limitação constitucional para isso. Essa é uma estrutura até do Ministério da Defesa que é um órgão da estrutura da União. Então não podemos criar um órgão dentro da estrutura da União que abraçasse Polícias Militares e Civis Estaduais. Só por esse motivo que não conseguimos inclui-las. Até por que, as forças policiais estão subordinadas aos governadores, não estão subordinadas ao presidente.

Então não faria sentido fazer esta inclusão, mas isso não impedem os vínculos que já existem tanto operacionais como os canais ligados ao desenvolvimento da doutrina e, às vezes, até em termos de operações que se fortaleça. Eu tenho certeza que a partir da criação do Comando Conjunto de Operações Espaciais, isso vai acontecer. A capacidade de comando e controle, de ligação, de adestramento conjunto, aquisição de material, troca de experiência vai se potencializar inclusive com as operações especiais dos estados.
 
DefesaNet - As forças federais como o Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal, poderão de alguma forma serem incluídas também?
 
Major Vitor Hugo - Formalmente e dentro da estrutura hierárquica não, porque é uma estrutura militar voltado especificamente para defesa externa e também para garantia da lei e da ordem nos casos previsto na lei. Então não podemos integrar hierarquicamente e formalmente um órgão que pertence a Polícia Federal. Mas, de novo, a integração e a aproximação, de gestão, às vezes até de doutrina, tudo isso vai poder ser ainda mais aperfeiçoado com a criação do Comando Conjunto.
 
DefesaNet - E certamente o Comando Conjunto permitiria uma avaliação das capacidades atuais e necessidades futuras?
 
Major Vitor Hugo -
Com toda a certeza. A criação do Comando Conjunto de Operações Especiais vai ajudar fazer qualquer tipo de avaliação tanto daquilo que nós temos hoje nas três forças armadas, quanto à onde nós queremos chegar em termos de capacidade. É para isso que nós queremos um comando conjunto. Ativado desde já com o Estado-Maior com oficiais de operações especiais das três forças, com partes cursos evoluindo para futuramente ser em conjunto os cursos de operações especiais. Tudo isso vai criar uma geração de novos operadores especiais que vão se conhecer desde muito novos, vão operar juntos, vão realizar saltos livres juntos, mergulho, contraterrorismo, adestramento de tiro, etc.
 
Tudo isso de uma maneira conjunta que vai facilitar o emprego de missão de sensibilidade político-estratégica, como são empregadas as Forças Especiais, Comandos, Comandos Anfíbios (COMANF), Mergulhadores de Combate (GRUMEC),  Comandos da Força Aérea e também o Para-Sar. Então este é o nosso objetivo: integração, aumento de capacidades e que isso sirva também de incentivo para a criação de outras unidades conjuntas no âmbito de outras atividades como a questão da guerra cibernética, da defesa química radiológica nuclear e muitas outras atividades que podem ser conjuntas para o sucesso das nossas Forças Armadas em engrandecimento da nossa defesa.


Nota DefesaNet

Agradecemos o apoio da equipe do Deputado Major Vitor Hugo, o jornalista Sr Pitella e Srta Carol.


A íntegra da proposta da Criação do Comando Conjunto de Operações Especiais pode ser acessada clicando na figura abaixo.




 


VEJA MAIS



Outras coberturas especiais


Presidência da República

Presidência da República

Última atualização 21 OUT, 17:00

MAIS LIDAS

Doutrina Militar