COBERTURA ESPECIAL - Doutrina Militar - Terrestre

23 de Julho, 2018 - 10:20 ( Brasília )

Centro de Instrução de Operações Especiais do Exército


Em 1957, com a execução e conclusão do 1º Curso de Operações Especiais, teve início o implemento das atividades de operações especiais no Exército Brasileiro e no Brasil. Essa atividade, até então sonhada, não surpreendentemente, se fortifica e ganha contexto nacional e mundial a cada dia, com base no diferencial para qualquer tropa dessa natureza – o ensino e a instrução, necessários à especialização do mais importante componente da instituição: seus recursos humanos.

Portanto, o Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp), Centro Cel Gilberto Antônio Azevedo e Silva, confunde-se com o pioneirismo das Forças de Operações Especiais, o que garante a essa organização militar o lema: “O berço das operações especiais”. Ao longo da história, a formação dos Comandos e Forças Especiais nunca deixou de ser realizada e, assim, o “DNA” do Centro Cel Gilberto se consolidou ao longo do tempo, alimentado pelo espírito de cumprimento de missão e idealismo dos “Gorros Pretos”.

O Centro Cel Gilberto atualmente é responsável pela condução do Curso de Ações de Comandos, Curso de Forças Especiais, Estágio de Caçador de Operações Especiais, Estágio de Mergulho a Ar e Resgate e do Estágio de Mergulho com Oxigênio de Operações Especiais.

Curso de Ações de Comandos

O Curso de Ações de Comandos habilita o oficial ao comando de um Destacamento de Ações de Comandos (DAC), bem como o sargento a liderar os diversos escalões que compõe esse DAC. As Ações de Comandos são operações de altíssimo risco, planejadas para serem executadas na retaguarda profunda de uma tropa inimiga, em áreas remotas, hostis ou mesmo em locais que não estejam sob o controle das forças amigas.

Curso de Forças Especiais

O Curso de Forças Especiais habilita o oficial as funções de comando e estado-maior e os sargentos nas especialidades de armamento, comunicações, demolições e saúde de um Destacamento Operacional de Forças Especiais (DOFEsp). Os operadores de Forças Especiais são especialistas em: guerra não convencional, reconhecimento especial, operações contra forças irregulares e contraterrorismo. Organizam-se em DOFEsp, podendo ser empregados em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis.

Estágio de Caçador de Operações Especiais

O Estágio de Caçador de Operações Especiais qualifica operadores especiais do Comando de Operações Especiais (COpEsp), da 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia F Esp) do Comando Militar da Amazônia (CMA), bem como de militares de outras Forças Armadas (incluindo de nações amigas) e de Forças Auxiliares, a desempenharem funções de caçador no contexto das Operações Especiais. O caçador de Operações Especiais é um combatente especialmente treinado em avançadas técnicas de tiro e progressão no terreno, capaz de suportar missões de operações especiais e a engajar alvos selecionados de posições ocultas sob condições e distâncias não possíveis ao atirador comum.

Estágio de Mergulho a Ar e Resgate

O Estágio de Mergulho a Ar e Resgate qualifica oficiais e sargentos a realizarem atividades de mergulho autônomo no contexto das operações militares desenvolvidas pelo Exército Brasileiro. Os mergulhadores habilitados nesse Estágio estão aptos a planejar e executar buscas submarinas de pessoal e material, reflutuação, inspeções e pequenos reparos, a uma profundidade de até 49 metros (160 pés), empregando equipamentos de mergulho autônomo de circuito aberto.

Estágio de Mergulho a Oxigênio para Operações Especiais

O Estágio de Mergulho a Oxigênio para Operações Especiais qualifica oficiais e sargentos possuidores do Curso de Ações de Comandos e do Estágio de Mergulho a Ar e Resgate, que estejam servindo no Comando de Operações Especiais ou na 3ª Cia F Esp (CMA), a realizarem atividades de mergulho autônomo de circuito fechado no contexto das Operações Especiais. Os mergulhadores concluintes desse Estágio estão aptos a planejar e executar ações diretas e reconhecimentos empregando a técnica de ataque mergulhado. Nessa modalidade de Operação Especial é utilizado o equipamento de circuito fechado, que permite ações com alto grau de sigilo, discrição, mobilidade, segurança e autonomia.



Fotos: Exército brasileiro

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