04 de Outubro, 2018 - 10:20 ( Brasília )

Defesa

Defesa recebe fundação especializada em soluções inovadoras em tecnologia e gestão


comandante Cleber Ribeiro

O Ministério da Defesa (MD) recebeu, na segunda-feira (1º), o presidente do Conselho Consultivo Estratégico da Fundação Ezute, Eduardo Marson Ferreira, para apresentação sobre as potencialidades da fundação e os produtos desenvolvidos para as Forças Armadas. O evento contou com a presença do ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho, oficiais das Forças singulares e convidados.

O palestrante estava acompanhado do presidente do Conselho de Administração, Dailson Mendes de Oliveira, da diretora para o Mercado de Defesa e Espacial, Andrea Hemerly, e da gerente de Relações Institucionais da Fundação, Renata Varella.

O ministro Silva e Luna disse que a importância da palestra reside na difusão do conceito da tríplice hélice, composto pelo ente público, pela academia e pela empresa, mas sobretudo, acrescida da sociedade, que é a grande beneficiária de tudo o que o Estado busca fazer em prol do seu povo.

Eduardo Marson fez uma retrospectiva histórica da atuação da Ezute e apresentou as atividades desenvolvidas no âmbito militar com aplicação dual, ou seja, podem ser empregadas também no meio civil quanto militar.

Ele citou produtos na área da saúde, gestão pública, meio ambiente, segurança pública, mobilidade urbana e parcerias Público Privada (PPP). O representante da Ezute defendeu que o Brasil tem enorme premência em desenvolver projetos de interesse nacional, com atuação integradora e eficácia gerencial para obter resultados.

Ele destacou que a maior parte desses projetos depende de uma visão sistêmica que reúna dados de especialistas, estudos estruturados e metodologias consagradas, para o desenvolvimento de soluções que contribuam para o domínio e aplicação de tecnologias com alto valor agregado, como o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SisFron), o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), o Míssil Antinavio Nacional versão Superfície (Mansup) e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), no setor militar. Exemplificou também com o Sistema de Saúde e de bilhetagem única, desenvolvidos para o estado de São Paulo.

O palestrante esclareceu que o nome da fundação, Ezute, nasceu da busca de um nome com a sonoridade das palavras “êxito” e “resultado”. Destacou que a oportunidade de apresentar as atividades desenvolvidas pela Ezute, para o ministro da Defesa, para o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, assessores e convidados de uma só vez é um momento fantástico para a entidade.

O secretário substituto de Produtos de Defesa (Seprod), almirante Marcelo Francisco Campos, agradeceu a palestra e destacou que os sistemas englobam a interação efetiva que o desenvolvimento de um projeto impacta e que esta é a grande entrega desses projetos complexos, que trabalham de forma sinérgicas com todos os entes envolvidos.

Destacou que essa visão está perfeitamente alinhada com a filosofia das Forças Armadas, pois quando se passa a analisar um projeto desta forma, observa-se a importância da base industrial de defesa, pelo benefício que traz para a soberania nacional e para a economia do país.

A EZUTE

É uma organização privada sem fins lucrativos, 100% nacional, cuja missão é contribuir para transformação das organizações brasileiras, especialmente as públicas, melhorando sua efetividade.

Oferece soluções inovadoras em tecnologia e gestão, para instituições brasileiras, especialmente as públicas; contribui para a transformação das organizações, apoiando a evolução da produtividade e efetividade.

E, por consequência, colabora com o desenvolvimento econômico, a soberania e a autonomia tecnológica do Brasil. A fundação atua baseada nas premissas das organizações sistêmicas: geradoras de valor para todos, modelo mental voltado à visão e comportamento holísticos, em direção à sustentabilidade, parceria, autonomia tecnológica e soberania.

A fundação foi criada, em 1997, sob a assinatura de Fundação Atech. Na época, foi designada pelo Governo Federal para ser a instituição integradora do projeto Sivam/Sipam (Sistema de Vigilância da Amazônia/Sistema de Proteção da Amazônia).



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