COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Tecnologia

24 de Outubro, 2018 - 10:00 ( Brasília )

Presidente da High Technology Crime Investigation Association (HTCia) vem a São Paulo para discutir como proteger o Brasil dos ataques cibernéticos

Visto que o país deve se tornar o principal alvo em 2022

A HTCia Brasil (High Technology Crime Investigation Association) realiza a 10ª Conferência Internacional de Ciência da Computação Forense e Direito Cibernético (ICoFCS 2018), nos dias 29 e 30 de outubro, em São Paulo e convida Anthony Reyes para liderar uma discussão das principais tendências de cibercrime no mundo e no Brasil e soluções de combate por meio da cooperação com entidades e instituições. 

O evento, idealizado por Paulo Quintiliano, presidente do HTCIA Brazil Chapter, reúne profissionais de tecnologia da informação, computação forense, policiais, peritos, advogados e pesquisadores do Brasil e do mundo para discutir as possibilidades de acordos de cooperação para que o combate ao cibercrime aconteça de forma mais ágil e eficaz entre os países.
 
Segundo Quintiliano, a posição do Brasil no ranking mundial de cibercrime vem ganhando proporção e deve ser acompanhada com rigor, visto que há um movimento muito acentuado de migração de crime para a internet nos últimos anos.
 
“Em 2004 o Banco Mundial indicou que o cibercrime, pela primeira vez, havia movimentado mais dinheiro que o tráfico de drogas. E estes indicadores tem crescido vertiginosamente, tanto que o Symantec’s 2018 Internet Security Threat Report apontou que os cibercriminosos foram responsáveis pela transação de US$ 600 bilhões no mundo em 2017. Para 2021, a projeção é que esta modalidade de crime movimente US$ 6 trilhões por ano, globalmente”, declara o presidente do HTCIA Brazil Chapter.
 
O Brasil tem apresentado números que devem ser observados com cautela. Foram 62 mil vítimas brasileiras em 2017, atingindo um valor de US$ 22 bilhões desviados por meio de crimes praticados por meio da internet, incluindo-se os phishing scam, ataques de ransomware, violação de propriedades intelectuais, fraudes bancárias, dentre outras condutas para a obtenção de vantagens financeiras ilícitas.

“O crescente interesse dos cibercriminosos pelo país deve aumentar, visto que o relatório da Symantec apresenta o Brasil como na segunda posição no ranking das vítimas de crimes cibernéticos, apenas atrás da China. Apresentaremos estudos durante o ICoFCS que indicarão que, em cinco anos, o Brasil ocupará a primeira posição” destaca Quintiliano.
 
São Paulo ainda ganhará destaque com uma leitura do cenário de crimes financeiros e cibernéticos no Estado, apresentado por José Mariano de Araújo Filho, delegado da Polícia Civil de SP. Dentre a programação, serão discutidos temas como Direito digital, a nova Lei de Proteção de Dados e os reflexos na atividade pericial da coleta, preservação e transferência de dados, tendências de ciberataque aos sistemas de pagamentos do setor varejista e atacadista para furto de estoque.
 
Para o evento, estão confirmados palestrantes como José Mariano de Araújo Filho, delegado da Polícia Civil de SP; Marcos da Costa, presidente OAB/SP; Leila Chevtchuk, desembargadora do TRT/SP; Coriolano Camargo, Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas/SP; Jefferson Plentz, vice-presidente da HTCia, entre outros líderes da indústria.

10ª Conf. Int. de Ciência da Computação Forense e Direito Cibernético (ICoFCS)
29 e 30 de outubro de 2018
8h às 18h
Auditório da OAB/SP - Rua Maria Paula, 35 - Centro - SP
Inscrições pelo link: http://icofcs.org/2018/

 

 Credenciamento de imprensa com luana.forlenza@techtools.vc
 

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