COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Tecnologia

11 de Abril, 2017 - 09:00 ( Brasília )

Aumento de ameaças cibernéticas aquece setor de tecnologia de inteligência e segurança cibernética


O número de ataques cibernéticos tem aumentado exponencialmente no mundo - pulou de 20 mil para 700 mil ataques por semana nos últimos três anos, segundo dados recentes da Microsoft.

É cada vez maior o risco das chamadas ameaças avançadas, que focam invadir ou destruir sistemas de infraestruturas críticas, como bases de dados ou redes governamentais e militares. “Os ataques cibernéticos estão cada vez mais profissionais. Há países que possuem exércitos de hackers com capacidade de desenvolver armas cibernéticas de alto impacto”, explica Lincoln Lopes, Diretor Comercial da Suntech, empresa participante da da LAAD Defence & Security.

Com isso, cresce também a demanda por soluções de inteligência e de segurança cibernética, beneficiando empresas que desenvolvem e fornecem tecnologia nesse setor.

O aquecimento deste segmento de mercado foi percebido pelas empresas participantes da LAAD. “A feira tem uma presença massiva de fornecedores brasileiros, o que mostra que existe um resgate da confiança no mercado de defesa local”, comemora Lopes.

A Suntech, empresa brasileira sediada em Florianópolis (SC) e parceira da americana Verint, apresentou na feira seu Sistema de Proteção Contra Ameaças Cibernéticas Avançadas (TPS), que ajuda no monitoramento e registro de cada etapa de uma ameaça aos diferentes sistemas de uma mesma organização.

A procura pela solução surpreendeu até mesmo o diretor. “A demanda no evento foi superior à esperada. Tivemos a procura de clientes muito interessados e recebemos visitas de comandantes e líderes de corporações do Brasil todo”, afirma Lopes.

Entre os expositores é consenso que o setor de segurança cibernética tornou-se peça fundamental para se pensar a defesa de um país. “O domínio cibernético é onde a guerra está acontecendo. Hoje é possível atacar infraestruturas críticas sem dar um tiro”, argumenta o CEO da consultoria americana Cybershield, Alberto Roncallo.

A empresa, que está presente pela primeira vez na LAAD, oferece serviços para o desenvolvimento de forças de defesa cibernéticas. “Ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, a área de cibernética é a nova força de segurança de um país”, completa Roncallo.

A consultoria comemora também os resultados obtidos na LAAD. “Estamos muito satisfeitos de ter participado do evento. O público visitante é bem especializado e demonstrou muito interesse nos nosso produtos”, celebra o CEO da Cybershield. Outra solução de segurança cibernética apresentada na LAAD é o Cyber Dome, da israelense Stefanini Rafael.

Inspirada no escudo antimísseis de Israel, a tecnologia foi desenvolvida para oferecer um sistema de defesa baseado em big data e inteligência artificial capaz de antever e proteger as infraestruturas críticas de corporações e governos.


Biometria como questão técnica e não política e comercial

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), Célio Ribeiro, alertou, durante participação no VI Seminário de Segurança LAAD que é preciso definir uma regulamentação do uso da biometria no país por parte do governo. “É fundamental que seja um projeto técnico de segurança e não um projeto como interesses políticos ou comerciais. Temos que pensar como evitar que a circulação dos dados biométricos caiam em mãos erradas”.

Ribeiro afirmou, durante a palestra “Os Desafios da Identificação Digital”, que a tendência do mercado de segurança corporativa hoje é trabalhar com mais de uma biometria para evitar fraudes. “Enquanto você está pensando em novas tecnologias já há quem esteja pensando em fraudar os sistemas”, observou.

No Painel “Questões atuais em cibersegurança corporativa”, Paulo Pagliusi, diretor de Cyber Risk Services na Deloitte, ressaltou que o ambiente é de inovação e disrupção. “Antes havia o controle do perímetro, como em um castelo medieval.

Hoje vivemos a era da segurança cognitiva, em que é essencial o computador tentar imitar o ser humano. É precisa ensinar a máquina a fazer algo que nós não conseguimos como, por exemplo, atualizar a segurança de 10 mil sites diariamente”, explicou.

Fonte:
Assessoria de Imprensa – LAAD Defence & Security 2017


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