COBERTURA ESPECIAL - BRICS - Aviação

13 de Novembro, 2019 - 09:00 ( Brasília )

Brics: decreto libera abate de aeronaves suspeitas sobre Brasília

Procedimento de segurança será adotado como "ultimo recurso", segundo publicação no Diário Oficial da União

Thayná Schuquel - Metrópoles DF

Com a chegada da XI Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na capital da República, o governo publicou um decreto que garante “medidas de destruição” contra “aeronaves suspeitas ou hostis” que sobrevoarem o circuito do evento.

A medida foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). “O decreto tem a finalidade de estabelecer procedimentos em relação a aeronaves suspeitas ou hostis, que possam apresentar ameaça à segurança da XI Cúpula Brics, dispondo, inclusive, sobre as condições para as medidas de destruição, que realizadas como último recurso”, diz trecho da publicação.

O esquema de segurança foi redobrado em razão do evento. A Força Aérea Brasileira (FAB) e o Departamento de Trânsito (Detran-DF) detalharam o esquema de segurança adotado durante os dias de evento na Esplanada dos Ministérios – e que terá a movimentação de 10 mil militares.

Segundo o Comando Militar do Planalto, por causa da Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), 18 órgãos serão implicados. No total, 10 mil homens e mulheres de forças militares serão empregados, além de viaturas blindadas, helicópteros e embarcações.

A operação prevê criar áreas de exclusão, com três níveis de restrição a partir da Praça dos Três Poderes, em que só aeronaves autorizadas poderão sobrevoar. Os setores delimitados como de exclusão serão definidos pelas cores vermelha, amarela e branca. Na vermelha, com raio de 7,4 km da área central, será posicionada a defesa antiaérea, e o sobrevoo será proibido.

40 aviões da FAB irão reforçar segurança durante a cúpula do Brics¹

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou detalhes sobre a participação da corporação no esquema de segurança montado para o encontro da cúpula do Brics, no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em Brasília.

Chefes de Estado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúnem na capital nesta quarta-feira (13/11) e quinta-feira (14/11). Em terra, a Esplanada dos Ministérios terá o acesso de automóveis restrito para autoridades envolvidas no evento e o acesso a diversos prédios será interditado.

Pelo ar, 40 aeronaves vão patrulhar os céus prontas para repelir qualquer ameaça. Ao todo, 1600 militares vão participar da operação de defesa área.

De acordo com a FAB, o esquema de proteção dos céus "prevê a criação de áreas de exclusão, com três níveis de restrição a partir da Praça dos Três Poderes, em que só aeronaves autorizadas poderão sobrevoar".

Em uma área de 7,4 quilômetros, considerada área vermelha, qualquer aeronave estará proibida de sobrevoar. Baterias antiaéreas serão colocadas na região.

Na área amarela, de 46,3 km, será necessária autorização da FAB para a realização de voos. Esse espaço abrange o Aeroporto Internacional de Brasília.

No entanto, não haverá prejuízo para os passageiros, ou alterações na rotina dos voos, como informou o Chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

“Não haverá nenhum impacto para a aviação comercial, os horários serão mantidos, os pousos e decolagens permanecerão operando normalmente”, disse.

Frota

De acordo com informações divulgadas pela Força Aérea, entre as 40 aeronaves que vão reforçar a segurança estão modelos F-5M, A-29, H-60L Black Hawk, H-36 Caracal, E-99 e C-98 Caravan. Além disso, militares empregados na defesa área estarão na operação de misseis colocados na Esplanada.

Se alguma aeronave violar as regras de segurança e colocar em risco os participantes do evento, poderá ser abatida. O esquema de segurança é parecido com o empregado na segurança da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.


¹Correio Braziliense - Renato Souza


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