23 de Janeiro, 2020 - 12:20 ( Brasília )

Aviação

Futuros pilotos de combate da FAB iniciam especialização operacional

Os Aspirantes passarão um ano em Natal (RN) participando do Programa de Especialização Operacional (PESOP)

Tenente Juliana Lopes,  Aspirante Letícia Faria E Major Monteiro

Egressos da Academia da Força Aérea (AFA), os Aspirantes a Oficial Aviador da Turma Asterion assistiram à aula inaugural do Curso de Preparação de Oficiais de Esquadrão (CPROE), ministrada pelo Comandante de Preparo (COMPREP), Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral. Os Aspirantes passarão um ano na Ala 10, em Natal (RN), participando do Programa de Especialização Operacional (PESOP), que os capacitarão como pilotos de combate da Força Aérea Brasileira (FAB).

Na aula inaugural, que aconteceu no dia 17 de janeiro, o Tenente-Brigadeiro Egito deu as boas-vindas aos integrantes do PESOP 2020, explanou sobre o COMPREP e explicou sobre a metodologia para o preparo operacional das equipagens na Força Aérea, que tem como finalidade desenvolver as competências e doutrinas necessárias ao emprego na FAB. Também falou sobre a progressão operacional dos Oficiais Aviadores e apresentou uma visão prospectiva da Instituição, baseada na concepção estratégica "Força Aérea 100" e nos novos vetores aéreos, que segundo o Comandante de Preparo, representam o futuro das equipagens.

Abertura

Os Aspirantes se apresentaram no Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE), unidade responsável pela aplicação do CPROE, ainda no dia 13 de janeiro, quando receberam as boas-vindas do Comandante da Unidade, Tenente-Coronel Aviador Vinícius Guimarães Nogueira. "Perceberão um abismo de diferença entre o início e o final do curso. Talvez a mais íngreme curva de aprendizado e amadurecimento da vida de um Oficial. Organização e método. Essa é a fórmula para que consigam conciliar sucesso profissional e satisfação pessoal durante o ano, que, sem dúvida alguma, será inesquecível. Dediquem-se, a FAB conta com o comprometimento e profissionalismo de cada um", ressaltou o Comandante do GITE.

O Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, ministrou a aula de abertura do curso, quando orientou os alunos sobre os valores militares e a postura esperada de um Oficial da Aeronáutica. "Tudo o que vocês fizeram está nas suas 'bagagens', mas hoje vocês começam a demonstrar que tipo de Oficial vocês se tornarão. Ajam intencionalmente no sentido de serem bons exemplos, despontando não somente como aqueles que ordenam, mas principalmente como os que são credores de obediência", ressaltou.

CPROE

O Curso de Preparação de Oficiais de Esquadrão é a primeira etapa do Programa de Especialização Operacional, que capacita os pilotos de combate nas aviações operadas pela FAB. O CPROE, que tem duração de 45 dias, constitui a fase teórica do PESOP e tem como objetivo preparar os Aspirantes a Oficial Aviador para assumirem as atribuições inerentes aos primeiros postos do oficialato.

Para isso, o curso utiliza metodologias ativas de ensino em 90% de seu currículo, de modo que o aluno seja o protagonista da sua aprendizagem e desenvolva as competências necessárias ao Oficial Aviador da Aeronáutica. O Aspirante a Oficial Aviador Richardy Barcellos Almeida, primeiro colocado da Turma Asterion, espera aprender mais sobre os aspectos teóricos do preparo e do emprego da FAB no CPROE, antes de partir para as instruções aéreas da aviação de caça, no Esquadrão Joker. "A expectativa é grande para aprender como gerenciar os meios de Força Aérea, como utilizar a arte da guerra para atuar em conflitos, no nosso nível tático, enquanto Tenentes", afirmou.

Esta é a segunda turma do CPROE, que foi implantado em 2019, e tem aumentado significativamente o uso de métodos de ensino ativo, como a sala de aula invertida. Para isso, o GITE preparou seu corpo docente e sua equipe pedagógica, com o apoio de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com vistas a capacitar os instrutores a serem orientadores do aprendizado, delegando ao aluno o papel principal no processo de ensino-aprendizagem. "Nós estamos sendo divididos em pequenos grupos, com um instrutor para cada grupo, e temos que criar diferentes produtos em cada aula. Dessa maneira, fica mais fácil da gente discutir, ter contato com diferentes pontos de vista e isso facilita o aprendizado", avaliou o Aspirante Richardy.

Fotos: Cabo Simplício/Ala 10