COBERTURA ESPECIAL - America Latina - Defesa

10 de Outubro, 2018 - 12:10 ( Brasília )

Silva e Luna destaca necessidade de cooperação na abertura 13ª Conferência de Ministros de Defesa das Américas


Alexandre Gonzaga/MD


O Brasil tem buscado incrementar diálogos nas áreas de defesa e segurança para alinhar percepções e reforçar laços de confiança, destacou o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, em sua palestra durante a abertura da 13ª Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), em Cancún, no México, na segunda-feira (8)."Tratamos de crimes transnacionais, tráfico de armas e drogas, processos migratórios, assistência humanitária, entre outros", disse o representante brasileiro aos colegas de defesa do continente americano.

O ministro destacou que o entorno estratégico ganha cada vez mais legitimidade. "Nossas fronteiras são traços de união. A nada somos indiferentes. A nossa estratégia é de cooperação recíproca e plena", complementou.

Ele ainda ressaltou que o mundo vive experimentando um período de reacomodação de poder. "Nesse jogo de poder, uma nação isolada se enfraquece, e vai exercer um papel marginal se lhe for consentido e houver conveniências”, complementou.

Ao pontuar que o Brasil tem fronteiras físicas com dez países do hemisfério sul, o representante da Defesa disse que o país mantém fronteiras afetivas com todos. "Essas fronteiras nos unem. O Brasil não é apenas um país pacífico, mas também pelas experiências exitosas em missões de paz, é um país provedor de paz", reforçou.



Silva e Luna ainda lembrou dos valores da nação brasileira, "o respeito aos direitos humanos, a igualdade entre nações, a não intervenção, a solução pacífica de conflitos, o repúdio ao terrorismo e a preservação da democracia”, enumerou.

Sobre o evento, o ministro afirmou que nas reuniões bilaterais o Brasil tem interesse em parcerias estratégicas em produtos de defesa, defesa cibernética, formação militar, ajuda humanitária, entre outros. "Estamos trocando experiências e aprendizado. Busca-se oportunidades, confiança e o desenvolvimento econômico", comentou.

No primeiro dia de encontro, o ministro teve reuniões com seus homólogos do Chile, Estados Unidos, México, Guatemala e Bolívia. A conferência prossegue até quarta-feira (10) quando será concluída a Declaração de Cancún e anunciados os países que sediarão as próximas edições da CMDA.

Conhecimento e integração

A Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), criada em 1995, é uma reunião política multilateral de caráter internacional. O encontro é dirigido pelos Ministérios da Defesa do continente americano, com a autorização dos governos de seus respectivos países.

A intenção é promover a reciprocidade de conhecimento e o intercâmbio de ideias em nível ministerial tanto no campo da defesa quanto na segurança hemisférica em 34 países do continente americano.

Em 2000, o Brasil sediou a quarta edição do encontro, na capital do estado do Amazonas, Manaus. Durante o ciclo 2017-2018 cinco grupos de trabalho se dedicaram a temas como mecanismos de cooperação, assistência humanitária, meio ambiente, equidade de gênero, meio ambiente, entre outros.



Brasil será sede da CMDA em 2022

Representantes de 30 países da Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA) escolheram, nesta terça-feira (9), o Brasil como sede da 15ª edição do evento, em outubro de 2022. Também no mesmo dia, o Chile foi confirmado como sede da próxima edição em 2020, durante a reunião da 13ª CMDA, que acontece em Cancún, no México.

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, que estava presente na conferência em Cancún, recebeu com satisfação a escolha do país, por unanimidade. "Na jornada de hoje da 13ª reunião da CMDA vários entendimentos foram decididos por unanimidade, entre eles, a escolha do Brasil para presidir a conferência. É um declarado voto de confiança, que compromete o Brasil a assumir posição de destaque na preservação da paz, da cooperação e do desenvolvimento do nosso continente", declarou.

Nesta terça-feira, o ministro Joaquim Silva e Luna manteve encontros bilaterais com Antígua e Barbados, Paraguai, Canadá e Haiti. Na segunda-feira (8), o ministro se reuniu com seus homólogos do Chile, Estados Unidos, México, Guatemala e Bolívia.

Ainda no final da manhã da terça-feira, os membros da CMDA aprovaram a Declaração de Cancún, documento que reafirma o compromisso dos países membros de cooperar em prol de interesses comuns nas áreas de defesa e de segurança. 

 

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, esteve hoje (9) em Cancún e disse que as Forças Armadas mexicanas estão comprometidas com o combate ao narcotráfico e com a ajuda humanitária.

CMDA

A Conferencia de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), criada em 1995, é uma reunião política multilateral de caráter internacional, integrada e dirigida pelos Ministérios de Defesa do continente americano, com a autorização dos governos de seus respectivos países. Promove o conhecimento recíproco e o intercâmbio de idéias a nível ministerial no campo da defesa e a segurança hemisférica em 34 países do continente americano.

Em 2000, o Brasil sediou a quarta edição do encontro, na capital do estado do Amazonas, Manaus. Durante o ciclo 2017-2018, cinco grupos de trabalho que se debruçaram sobre temas como mecanismos de cooperação, assistência humanitária, meio ambiente, equidade de genêro, meio ambiente, entre outros.



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